Ban Ki-moon diz que bombardeio israelense contra escola da ONU é inadmissível

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou neste sábado o último bombardeio do exército israelense contra uma escola da ONU em Beit Lahya, na Faixa de Gaza, e o classificou de inadmissível.

AFP |

"Outra escola da ONU foi atacada pelas forças israelenses", declarou Ban durante uma coletiva de imprensa em Beirute, onde se encontra em um giro regional.

"Condeno nos termos mais duros este ataque inadmissível, que é o terceiro que ocorre" (depois do início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza), afirmou.

Uma mulher e uma criança morreram na manhã deste sábado no bombardeio israelense a uma escola administrada pelas Nações Unidas em Beit Lahiya, norte da Faixa de Gaza, onde civis haviam buscado refúgio, indicaram fontes médicas e testemunhas.

Onze pessoas ficaram feridas no bombardeio, que causou um incêndio, segundo as fontes.

Intensos combates foram registrados em torno da escola, onde o Exército israelense, com o apoio de blindados, enfrentava ativistas palestinos, indicou.

O Exército israelense não concedeu informações a respeito do incidente até o momento.

Em outro episódio, uma menina de dois anos morreu vítima de un obus israelense em Beit Hanun, norte da Faixa de Gaza.

Outro obus, disparado por um blindado israelense, matou três palestinos em Karama, norte, segundo fontes médicas palestinas.

Essa é pelo menos a terceira vez que uma escola administrada pela agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos em Gaza é alvo de um bombardeio israelense desde o início da ofensiva do Exército israelense contra este território palestino, no dia 27 de dezembro.

Em 6 de janeiro, um ataque israelense nas imediações de uma escola gerida pela ONU no norte da Faixa de Gaza deixou 43 mortos e mais de cem feridos, segundo fontes palestinas.

Israel indicou que suas forças revidaram ataques com tiros de morteiro provenientes da escola, antes de retificar essas declarações após um firme desmentido da ONU.

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