Ban Ki-moon defende nova política de reconciliação com talibãs

Nações Unidas, 28 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou apoio às novas políticas de bom Governo e reconciliação propostas pelo presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, para impedir a deterioração da situação no país.

EFE |

Ban, durante uma entrevista à Agência Efe, se mostrou favorável em estender a mão aos líderes talibãs moderados para que abandonem a luta armada e se reintegrem à vida civil.

"Talvez seja bom ter um diálogo e abordar as preocupações dessas pessoas", disse o secretário-geral antes de viajar a Londres, onde hoje se celebra uma conferência internacional sobre o Afeganistão organizada pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Tal como estava previsto, o presidente afegão expôs nessa reunião sua nova estratégia política, que inclui "um conselho nacional para a reconciliação e a integração nacional", com participação de todos os setores que renunciem à violência.

O novo plano do líder afegão conta com o apoio de Ban e a missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), que pediram repetidamente uma mudança de estratégia política que se complemente com o aumento da pressão militar à insurgência talibã.

"Nesse sentido, quando (os talibãs moderados) romperem seus vínculos com a Al Qaeda e renunciem à violência, depuserem as armas e se reintegrem à sociedade afegã, então, seguindo as recomendações do presidente Karzai, seria bom que a comunidade internacional apóie a iniciativa", apontou o secretário-geral.

Concretamente, destacou a decisão na terça-feira do comitê de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas de aceitar a recomendação de Cabul de apagar de sua lista negra cinco ex-comandantes talibãs que abandonaram a luta armada.

Ban também se mostrou satisfeito com as garantias oferecidas por Karzai para erradicar a corrupção de seu Governo e melhorar a qualidade da administração pública, que até agora foi incapaz de proporcionar serviços básicos a sua população.

Em março passado o Conselho de Segurança da ONU ampliou o mandato da Unama para até 23 de março, com o objetivo de promover a paz e a estabilidade no Afeganistão e de reforçar a cooperação com a Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão (Isaf).

EFE jju/sa

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