Nações Unidas, 2 dez (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu hoje que a crise econômica atual pode levar mais pessoas a viver em condições de escravidão, dois séculos após a abolição dessa mazela.

Em mensagem divulgada por ocasião da lembrança hoje do Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, Ban ressaltou, através de comunicado, que a crise provavelmente agravará a situação de pessoas que já não têm recursos, "o que os torna mais vulneráveis a práticas próprias de escravidão".

Cerca de 27 milhões de pessoas no mundo são vítimas de condições de escravidão, segundo a organização.

Ban disse que aqueles que exploram em relação ao trabalho e de forma consciente a outros indivíduos terão que intensificar seus "esforços" para manter ou aumentar seu lucro, sem que os consumidores de seus produtos percebam os baixos custos trabalhistas.

Por isso, o secretário-geral fez uma chamada aos Governos, à sociedade civil, ao setor empresarial privado e aos indivíduos para que lutem contra a escravidão, protejam as vítimas e criem mais consciência sobre este assunto.

"Precisamos mudar leis, e modificar atitudes e hábitos", disse o secretário-geral da ONU, lembrando que, a poucos dias dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, deve se tornar realidade um de seus princípios-chave, que estabelece que ninguém deve ser escravizado. EFE vm/an

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