O acordo de Copenhague contra o aquecimento climático, validado neste sábado na Conferência da ONU, é uma etapa essencial para um futuro pacto, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

"Talvez não seja tudo que esperávamos, mas esta decisão da conferência das partes é uma etapa essencial", declarou Ban à imprensa.

A Conferência da ONU sobre o Clima reconheceu neste sábado do Acordo de Copenhague promovido pelas potências ricas e emergentes, o que, segundo um especialista, levanta os obstáculos para sua aplicação ante a impossibilidade de uma adoção por consenso por parte dos 193 países.

Este acordo, uma carta de intenções elabada na véspera pelos chefes de Estado e de Governo de 30 países industrializados, emergentes e em desenvolvimento, foi apresentado durante a madrugada ante o plenário da conferência.

"O fato de 'reconhecer' dá um estatuto legal suficiente para que o acordo seja ooperacional sem a necessidade de uma aprovação pelas parte", explicou à AFP Alden Meyer, diretor da ONG americana Union of Concerned Scientists.

Muito países admitiram que o conteúdo do acordo é insuficiente, mas o aceitaam como meio de fazer a negociação avançar.

O texto se chocou com a oposição de um núcleo radical de países - Cuba, Venezuela, Bolívia e Sudão - que ameaçava sua adoção, obrigatoriamente por consenso, depois de uma noite de duros debates.

A conferência da ONU varou a madrugada discutindo a carta de intenções proposta na véspera pelos Estados Unidos, China, Índia, África do Sul e Brasil.

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