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Ban está profundamente decepcionado com falta de avanço em Darfur

Nações Unidas, 15 jul (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou hoje estar profundamente decepcionado com a ausência de progressos nas negociações para colocar fim a cinco anos de conflito na região de Darfur, no Sudão. O principal responsável das Nações Unidas afirmou em um relatório ao Conselho de Segurança que o conflito se aprofundou, apesar da presença de soldados da organização na zona, do intenso esforço de mediação internacional e da distribuição de ajuda humanitária. As partes devem se dar conta de que, por meio da violência, não alcançarão as metas as quais aspiram em Darfur, ressaltou Ban. No documento, Ban lamentou que o desdobramento da missão de paz conjunta da ONU e da União Africana (Unamid) esteja muito atrasada, que continuem havendo atos de violência impunemente e que a entrega de ajuda humanitária seja dificultada pela crescente insegurança na região. Como resultado, a comunidade internacional passa apuros para realizar as tarefas mais básicas da missão de proteger a população civil e proporcionar ajuda humanitária, ressaltou. Ban denunciou um aumento dos ataques aos comboios internacionais e o roubo armado de veículos de organizações humanitárias, como o Programa Mundial de Alimentos (PMA). Os grupos armados que operam em Darfur roubaram 18 veículos em abril e 31 no mês seguinte, na maior parte ao longo das rotas que percorrem o sul da região. Uma criminalidade desenfreada e os roubos de veículos ao l...

EFE |

Ban disse ainda que os contínuos combates, a insegurança e os bombardeios da aviação sudanesa obrigaram 190 mil pessoas a se deslocar de seus lares na busca de proteção.

A Unamid aumentou o trabalho de vigilância ao longo dos últimos meses, mas o atraso na chegada de novos contingentes e a falta de material continuam limitando seu raio de ação.

A força internacional conta com 7.818 militares e 1.661 policiais do total de 20 mil uniformizados autorizados pelo mandato do Conselho de Segurança.

As discussões entre Chade e Sudão aumentaram as tensões e volatilidade na região de Darfur fronteiriça entre os dois países, que mantêm suspensas as relações diplomáticas bilaterais.

Cartum e N'djamena se acusam mutuamente de respaldar os grupos rebeldes armados que operam nos dois países.

Ban reconheceu no relatório "o enorme desafio" que espera o novo mediador da ONU para Darfur, Djibril Bassolé, que tem a missão de engatilhar o processo de paz entre Cartum e os fragmentados grupos rebeldes, após o resultado insatisfatório das conversas realizadas no ano passado em Sirte.

"O sucesso dependerá em grande parte na vontade das partes para resolver as divergências mediante o diálogo e, também, de se recebe o completo e incondicional apoio da comunidade internacional", acrescentou.

O relatório redigido em 7 de julho não recolhe as conseqüências sobre o trabalho da ONU em Darfur da acusação por genocídio apresentada pela Promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir.

Cartum assegurou que a acusação de Bashir em Haia coloca em risco o processo de paz de Darfur e sua cooperação com as Nações Unidas.

O conflito de Darfur começou em janeiro de 2003, quando dois grupos armados se rebelaram contra o Governo pela situação de pobreza na qual se encontrava imersa nesta região.

Desde então, 300 mil pessoas morreram e pelo menos 2,5 milhão foram obrigadas a abandonar seus lares, segundo a ONU. EFE jju/db

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