Ban elogia reunião entre líderes africanos sobre crise no Zimbábue

Nações Unidas, 27 out (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a reunião mantida hoje em Harare com os máximos responsáveis de segurança da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para contribuir à formação de um Governo de unidade no Zimbábue.

EFE |

A porta-voz da ONU, Michèle Montas, disse que a cúpula oferece uma oportunidade para finalizar "de boa fé a formação de um novo Governo baseado em uma divisão eqüitativa do poder" e pôr em prática o acordo de 15 de setembro entre o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, e o líder opositor Morgan Tsvangirai.

"O secretário-geral reitera a vontade das Nações Unidas de apoiar o Zimbábue ao longo deste delicado processo de transição e de colaborar com os líderes regionais e a comunidade internacional para aliviar o sofrimento de seu povo", disse.

Montas destacou que Ban segue "afligido" pelo crescente custo humano da crise no Zimbábue e, em particular, pelos indícios de que a situação humanitária se agravou nos dois últimos anos.

"Está profundamente preocupado com o fato de que a população do Zimbábue, tanto nas áreas rurais como nas urbanas, enfrentam muitas dificuldades, entre elas escassez de alimentos, remédios essenciais, serviços básicos e água limpa", ressaltou.

A porta-voz lembrou que "é urgente superar o atual ponto morto para que possa começar a recuperação" do país.

Os chefes de Estado da África do Sul, Angola e Moçambique, os máximos responsáveis de segurança da SADC, se reuniram hoje no Zimbábue para buscar uma saída à crise política deste país.

O presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe; o angolano, José Eduardo dos Santos, e o moçambicano, Armando Geubuza, junto com o ex-presidente da África do Sul e mediador nas negociações, Thabo Mbeki, buscarão o modo de dividir o Governo entre os partidários de Mugabe e Tsvangirai.

Cerca de 50 pessoas foram detidas em Harare quando tentavam chegar ao hotel onde estão reunidos os governantes africanos para reivindicar uma saída à crise e à grave situação econômica do Zimbábue, onde faltam a comida e outras provisões essenciais. EFE jju/db

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