Ban e Conselho de Segurança da ONU condenam morte de militar no Haiti

Nações Unidas, 14 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança da entidade condenaram hoje a morte de um militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah, em francês), da qual o Brasil faz parte, em meio a protestos pela falta de alimentos no país caribenho.

EFE |

A porta-voz da ONU, Marie Okabe, disse que Ban ficou "comovido com a notícia da morte violenta (do militar)", um nigeriano de 36 anos, ocorrida no sábado em Porto Príncipe.

"O secretário-geral reitera seus chamados à calma e pede a todos os manifestantes para que evitem protagonizar novos atos de violência", afirmou Okabe.

A porta-voz disse que Ban considera a manutenção da paz e da estabilidade do Haiti como "condição essencial" para conseguir o desenvolvimento econômico e social do país.

Em seguida, Okabe falou que a criação de postos de trabalho e a promoção de investimentos junto às medidas de alívio humanitário anunciadas pelo Governo haitiano "são a melhor maneira de combater o aumento do custo da vida em médio prazo".

O Conselho de Segurança da ONU também condenou a morte do soldado nigeriano e solicitou às autoridades haitianas para que identifiquem seus responsáveis e os processem.

Em declaração lida por seu presidente rotativo, o embaixador sul-africano Dumisani Kumalo, o principal órgão das Nações Unidas reiterou sua condenação à violência que abalou o Haiti nas últimas semanas e enfatizou "a necessidade de manter a ordem pública".

Ao mesmo tempo, pediu à comunidade internacional para redobrar sua assistência ao Haiti com o objetivo de resolver os problemas de acesso à alimentação, causados pela alta dos mercados.

A Minustah investiga a morte do militar, que foi atingido por um tiro perto do mercado da catedral de Bel-Air, bairro próximo ao Palácio Nacional, em circunstâncias não esclarecidas.

Horas antes da morte do nigeriano, o Senado haitiano aprovou uma moção de censura contra o primeiro-ministro do país, Jacques Edouard Alexis, depois de ele ter fracassado na busca de uma solução para a crise. EFE jju/bba/fb

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