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Ban diz que trégua em Gaza está perto e pede fim de ataques israelenses

Ramala, 16 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou hoje na cidade de Ramala, na Cisjordânia, que um cessar-fogo na Faixa de Gaza está muito perto, e pediu que Israel interrompa os ataques antes mesmo de o acordo ser fechado.

EFE |

Após se reunir hoje com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, Ban insistiu na ideia de que cada dia é uma oportunidade perdida, e pediu ao Governo israelense para declarar um cessar-fogo sem demora.

"Peço firmemente à direção política e ao Governo israelense para declarar um cessar-fogo de maneira unilateral", afirmou Ban, que, antes, manteve um encontro com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad.

Assim como fez na quinta-feira com os dirigentes israelenses, Ban analisou hoje com os palestinos a situação em Gaza, onde, segundo fontes médicas locais, mais de 1.140 palestinos morreram e cinco mil ficaram feridos em três semanas de ofensiva militar israelense.

O presidente da ANP, por sua vez, defendeu o desdobramento de uma força internacional nos territórios palestinos como parte de um futuro acordo de paz.

"A segurança nacional para o povo palestino só será alcançada com forças internacionais na Faixa de Gaza e na Cisjordânia", ressaltou Abbas em entrevista coletiva conjunta com Ban.

Em seus encontros com os dirigentes palestinos em Ramala, considerados moderados por Israel e pela comunidade internacional, Ban fez uma análise das formas de colocar fim ao conflito e estudou os mecanismos para reconstruir Gaza após um eventual cessar-fogo.

Especialistas acreditam que a destruição causada pela ofensiva israelense desde 27 de dezembro superaria os US$ 1,4 bilhão.

O líder da ONU disse a Fayyad que o movimento Fatah, liderado por Abbas, e seu rival islâmico Hamas, que controla Gaza, devem fazem esforços para resgatar a unidade, missão com a qual se comprometeu a colaborar de dentro das Nações Unidas.

A imprensa árabe publicou hoje que uma das propostas do Hamas para aceitar um cessar-fogo com Israel seria o desdobramento de forças de segurança da ANP e de observadores internacionais com "missões limitadas" na fronteira de Rafah, no sul de Gaza.

A iniciativa - contida implicitamente na proposta de paz egípcia, que defende a "reunificação nacional palestina"- sugere que os soldados atuem até a formação de um Governo de unidade palestino, que incluiria o movimento islâmico.

Ban viajou para Ramala após se reunir de manhã, em Jerusalém, com o chefe da oposição israelense e líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu. Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU se encontrou com o Estado-Maior do Governo de Israel.

Nas reuniões com os líderes israelenses, Ban se mostrou "indignado" com o ataque de quinta-feira contra a sede, em Gaza, da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), que destruiu centenas de toneladas de ajuda para os deslocados.

De acordo com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, o bombardeio foi uma resposta ao disparo realizado por milicianos a partir do edifício.

Enquanto se intensificam os esforços diplomáticos para que Israel e o Hamas concordem com uma trégua, hoje já tinham morrido em Gaza mais oito palestinos, entre civis e milicianos, em ataques da aviação israelense.

As vítimas se somam aos corpos de 23 pessoas soterradas sob os escombros de uma casa bombardeada também na quinta-feira por Israel.

Já as milícias em Gaza tinham disparado, no mesmo período, pelo menos 13 foguetes contra cidades israelenses que fazem divisa com a Faixa, deixando três feridos. EFE fn/db

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