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Ban diz que situação em Gaza é dilaceradora e pede unidade palestina

Saud Abu Ramadan. Gaza, 20 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou hoje que a situação na Faixa de Gaza é dilaceradora e exortou o povo palestino à unidade para favorecer a reconstrução da localidade e a interrupção do bloqueio israelense.

EFE |

Ban afirmou isto ao se transformar hoje na primeira personalidade internacional a visitar Gaza após concluir no último domingo a ofensiva militar contra Gaza e a tomada do controle do território pelo Hamas, em junho de 2007.

Em entrevista coletiva nos quartéis-gerais da ONU na Cidade de Gaza, Ban se mostrou "profundamente aflito" pela destruição que pôde comprovar nas ruas de Gaza e afirmou que se trata de uma situação "dilaceradora".

Após exigir uma "completa investigação" dos ataques israelenses a centros povoados e agências humanitárias, para impedir que voltem a acontecer no futuro, Ban disse que a unidade palestina "é necessária para permitir o processo de reconstrução e a reabertura das passagens fronteiriças de Gaza".

"Estou simplesmente horrorizado. Não sou capaz de descrever como me sinto neste lugar", declarou à imprensa na sede da ONU atacada na última quinta por tanques israelenses, quando as forças de Israel penetraram na Cidade de Gaza.

Ali pediu aos funcionários presentes que respeitassem um minuto de silêncio em memória das vítimas na ofensiva, quarenta das quais buscaram refúgio dos intensos bombardeios do Exército israelense em escolas desta agência da ONU.

Ban entrou em Gaza através do posto fronteiriço de Erez, no norte do território, e atravessou com um comboio da ONU algumas das regiões do norte da região onde se posicionaram as tropas israelenses e foram as mais atingidas pelos bombardeios.

O secretário-geral da ONU não se reuniu com nenhum representante do Hamas, mas sua visita coincidiu com uma grande manifestação convocada pelo movimento islamita para celebrar "a vitória da resistência contra as forças da ocupação israelenses".

Israel e Hamas declararam separadamente a interrupção das hostilidades, que entrou em vigor no último domingo, após uma ofensiva militar israelense que matou 1.414 palestinos e deixou 5.500 feridos, segundo fontes de Gaza.

Neste período morreram 13 israelenses, entre eles 10 militares, e mais de 250 ficaram feridos.

As forças israelenses, segundo diferentes veículos de comunicação, tinham a intenção de se retirarem completamente de Gaza ao longo do dia como um sinal para o novo presidente americano, Barack Obama, que hoje toma posse em Washington.

Fontes militares consultadas pela Efe na tarde de hoje declinaram de confirmar estas informações da imprensa.

Apesar do cessar-fogo, nas últimas horas foram registrados incidentes armados em Gaza.

Um agricultor palestino morreu ao ser atingido por tiros dados por soldados israelenses no norte de Gaza, e dois menores perderam a vida após a explosão de uma bomba de Israel com a qual brincavam na Cidade de Gaza.

O Exército israelense informou que aconteceram dois confrontos armados nos quais milicianos abriram fogo contra forças israelenses que patrulhavam a região fronteiriça de Gaza nas proximidades da passagem de Kisufim, no centro de Gaza.

Também informou que foi lançada uma bomba e que navios de guerra da Marinha israelense atiraram "para o ar" junto das regiões litorâneas do norte da Faixa de Gaza para "reforçar o bloqueio naval" da região.

Após visitar Gaza, Ban também viajou para a localidade israelense de Sderot, muito mais castigada pelos ataques das milícias palestinas.

O secretário-geral da ONU afirmou ali que "o lançamento de foguetes é inaceitável".

De manhã, Ban se reuniu em Jerusalém com o primeiro-ministro do Governo de Israel, Ehud Olmert, a quem "expressou seu apreço pela decisão de Israel de suspender o fogo", diz um comunicado do Escritório do Primeiro-ministro.

Olmert advertiu que o processo de reconstrução em Gaza não deve permitir a legitimidade do Hamas, movimento ao qual responsabilizou "pela devastação em Gaza". EFE sa'ar/fal

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