Ban diz que missão da ONU na Geórgia tem futuro incerto

Nações Unidas, 6 out (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu hoje que o recente conflito entre Rússia e Geórgia colocou um véu de incerteza sobre o futuro da missão de observadores que as Nações Unidas mantém na região separatista da Abkházia há 14 anos.

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"Se desconhece ainda que características (...) manterá o acordo de Moscou de 1994, que serve de base da missão de observadores, uma vez terminadas as atuais conservações sobre segurança", assinala Ban em um relatório dirigido ao Conselho de Segurança.

O secretário-geral das Nações Unidas solicita no documento uma extensão técnica de quatro meses ao mandato da missão de observadores da ONU na Geórgia (Unomig).

Segundo ele, nas atuais discussões sobre o formato de segurança na Geórgia após o conflito de agosto, não fica claro como será a zona de responsabilidade dos observadores das Nações Unidas.

De acordo com Ban, as declarações de Moscou e Tbilisi parecem apontar para que dificilmente as forças de paz russas, que desde 1994 separavam às partes, exercerão essa mesma função a partir de agora.

Ao mesmo tempo, ressalta que recebeu indicações da Geórgia e das autoridades da Abkházia de que ambas as partes são a favor de que se mantenha o contingente internacional de observadores.

"Diante dessas circunstâncias, é cedo demais para definir o papel a ser desempenhado pela Unomig no futuro", argumentou.

A Unomig conta na atualidade com 134 observadores militares, 17 policiais e 85 empregados civis.

A missão consiste em supervisionar o cumprimento do cessar-fogo e o acordo de separação de 1994, que pôs fim ao conflito entre as forças de segurança georgianas e os separatistas da Abkházia.

Os observadores tiveram que se retirar da região em agosto passado por causa do conflito entre Rússia e Geórgia sobre a Abkházia e Ossétia do Sul, a outra região separatista georgiana. EFE jju/rr

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