Ban diz que Irã tem que provar caráter pacífico de programa nuclear

NOVA YORK - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta terça-feira que o governo do Irã tem que provar que o programa nuclear do país é pacífico e se comprometer a uma negociação sincera com a comunidade internacional.

Redação com agências internacionais |

Potências ocidentais suspeitam que o Irã esteja desenvolvendo a capacidade de produzir armas nucleares sob o disfarce de um programa civil de energia atômica.

Teerã nega a acusação, mas se recusa a suspender os trabalhos de enriquecimento de urânio, como exige o Conselho de Segurança da ONU.

Negociações

As potências mundiais buscarão garantias de que o programa nuclear do Irã é pacífico, mas isso não deve ser uma tarefa fácil, disse o principal diplomata europeu na terça-feira, antes de negociações com o Irã.

O chefe da política externa da União Europeia, Javier Solana, disse que as potências ocidentais estão determinadas a se manterem comprometidas com a questão iraniana, embora as negociações marcadas para quinta-feira em Genebra sejam ser duras.

"Minha expectativa, ou minha esperança, é que poderemos estar engajados de maneira a conseguir as garantias de Teerã, de que o programa nuclear deles é pacífico", disse ele a repórteres durante encontro de ministros da Defesa da UE em Gotemburgo, Suécia.

"No momento ainda não obtivemos as garantias objetivas de que o projeto é somente um projeto que é pacífico", disse. "Não acho que será uma coisa fácil de pedir, mas nos manteremos comprometidos."

Solana, que tem liderado os esforços ocidentais de negociação com o Irã na questão nuclear, será acompanhado por representantes de Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia. China e Alemanha nas conversas com o negociador iraniano Saeed Jalili.

"Oportunidade histórica"

Duzentos e trinta e nove dos 290 deputados iranianos pediram nesta terça-feira ao grupo de grandes potências 5+1 (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido) que aproveite o que consideram uma oportunidade histórica nas discussões sobre o tema nuclear de 1º de outubro em Genebra.

"Aconselhamos firmemente o grupo (5+1) a aproveitar esta histórica oportunidade. Se o grupo repetir os erros do passado, o Majlis (Parlamento), como já fez em ocasiões anteriores, colocará outros temas em sua agenda", conclui a nota, em uma ameaça implícita de recomendar uma redução ou suspensão da cooperação com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

O grupo 5+1 (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido) deseja que o Irã adeque seu programa nuclear às normas de não proliferação. Na quinta-feira acontecerá em Genebra a primeira negociação direta a respeito com a República Islâmica em 14 meses.

Leia mais sobre Irã

    Leia tudo sobre: irãnuclear

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG