Ban diz estar disposto a visitar Coreia do Norte para reduzir tensão

Nações Unidas, 29 jul (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje que está disposto a viajar para a Coreia do Norte a fim de reduzir, através do diálogo, as tensões provocadas na região pelos testes nucleares e balísticos de Pyongyang.

EFE |

"Tudo o que puder fazer como secretário-geral, estou disposto a fazer, incluindo uma visita a Pyongyang neste momento", disse, em entrevista coletiva, o principal responsável das Nações Unidas.

Ban disse que deve "averiguar" qual seria uma data apropriada para realizar essa visita, e também não precisou se recebeu um convite oficial do regime comunista para viajar ao país.

"Preocupam-me muito os recentes eventos na península coreana. Não vimos progresso algum quanto ao diálogo e a Coreia do Norte segue desafiando as resoluções do Conselho de Segurança", disse.

O responsável da ONU considerou que o recente fortalecimento das sanções estipulado pelo principal órgão da ONU enviou "uma mensagem clara de que a comunidade internacional não aceita uma Coreia do Norte com armas nucleares".

"Ao mesmo tempo, me preocupa que as autoridades norte-coreanas tenham fechado todas as portas ao diálogo", acrescentou.

Ban ressaltou que as conversas multilaterais (entre as duas Coreias, EUA, Rússia, China e Japão) continuam sendo o melhor fórum para abordar a desnuclearização da península norte-coreana, mas se mostrou aberto a qualquer outro marco de diálogo, como o que Pyongyang quer realizar diretamente com os EUA "Apoiarei qualquer formato de diálogo, que é a única maneira de solucionar esta situação com a Coreia do Norte", afirmou.

O secretário-geral da ONU também mencionou que, em duas ocasiões, transferiu às autoridades norte-coreanas um pedido para que libertem as duas jornalistas americanas que estão detidas desde 17 de março e foram condenadas a 12 anos em campos de trabalho.

"Em duas ocasiões transferi um pedido às autoridades norte-coreanas para que revisem este assunto e as liberem / libertem por razões humanitárias, mas não posso dar mais detalhes", acrescentou. EFE jju/an

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