Ban defende posição unificada do CS da ONU sobre Coreia do Norte

Nações Unidas, 11 jun (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ressaltou hoje a importância de que o Conselho de Segurança do organismo internacional tenha uma posição unificada em relação ao programa nuclear da Coreia do Norte e às sanções que esse país possa receber.

EFE |

"O Conselho de Segurança (CS) parece estar preparado para atuar sobre o teste nuclear da Coreia do Norte", disse Ban em entrevista coletiva nas Nações Unidas, na qual também ressaltou a "necessidade de que haja uma posição unificada" entre os países que integram o principal órgão de decisões da ONU.

Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia, membros permanentes do Conselho e com direito de veto, mais Japão e Coreia do Sul apoiaram na quarta-feira uma proposta de resolução que endurece e amplia as sanções contra Pyongyang pelo teste nuclear e os lançamentos de mísseis desde 25 de maio.

Após o respaldo à resolução, apresentada conjuntamente por Washington, Tóquio e Seul, os países podem votar o documento amanhã.

"Uma vez que o Conselho tiver adotado a resolução, é necessário o pleno cumprimento por parte de todos os países, incluindo pela Coreia do Norte", afirmou Ban, que acrescentou que "a paz e a estabilidade da península coreana tem importantes implicações para toda a região" e também em nível global.

Após duas semanas de intensas negociações, as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho acertaram uma série de medidas para punir Pyongyang por seu teste nuclear e o lançamento de mísseis balísticos, apesar da oposição inicial de Moscou e Pequim.

Com o acordo dessas duas capitais para intensificar o castigo ao regime comunista de Kim Jong-il, sobre o qual já pesavam as sanções impostas pela resolução 1.718 de três anos atrás, o CS aproximou posições.

No entanto, ainda é preciso ver se outros membros não-permanentes desse órgão, como a Líbia ou o Vietnã, apoiarão a medida.

O projeto de resolução condena o programa nuclear norte-coreano, pede sua paralisação, amplia o embargo de armas, permite a inspeção de navios suspeitos de transportar material proibido para ou a partir da Coreia do Norte e proíbe fornecer combustível a navios suspeitos de fazer contrabando de armas, entre outras medidas. EFE emm/db

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