Ban defende inclusão de mais países em reuniões sobre crise financeira

Nações Unidas, 24 out (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu a ampliação do número de países que participarão das reuniões econômicas internacionais, como o Grupo dos Vinte (G20, das nações emergentes), nas quais serão abordadas as medidas globais a serem tomadas para combater a atual crise econômica e financeira. Em declaração distribuída hoje pela porta-voz Michèle Montas, Ban destacou a responsabilidade da ONU em liderar um multilateralismo inclusivo que seja refletido em qualquer discussão sobre as reformas do sistema monetário e financeiro internacional. Além disso, faz referência à reunião que o principal responsável da ONU manteve na quinta-feira com cinco economistas internacionais para avaliar possíveis cenários e atuações com o objetivo de que as vítimas da crise não sejam os países em desenvolvimento, que recebem assistência internacional. As conversas se centraram na necessidade de ampliar a participação e, em particular, na necessidade de incluir as vozes dos países menores e pobres nos debates sobre a arquitetura institucional internacional e as reformas que devem ser consideradas, afirma o comunicado. A ampliação se refere à reunião do G20, integrado por países ricos e outros com economias em desenvolvimento, convocada pelos Estados Unidos para 14 e 15 de novembro para discutir esse problema. A outra reunião que, para o secretário-geral da ONU, é propícia a discussões multilaterais é a Conferência do Desenvolvimen...

EFE |

Na elaboração das reformas, é preciso uma aproximação global".

"Se nos guiarmos pela história, o prolongamento de um período de desaceleração econômica só pode ser evitado se os Estados resistem às pressões de adotar medidas comerciais protecionistas ao mesmo tempo em que seguem políticas macroeconômicas adequadas", acrescenta o responsável da ONU.

Para Ban, os países em desenvolvimento precisarão de maior apoio das instituições financeiras internacionais para evitar a extensão dos efeitos da crise, enquando as economias menos desenvolvidas terão necessidade de mais recursos de assistência para alcançar seus objetivos. EFE emm/db

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