Ban defende desarmamento nuclear 64 anos depois de bombardeio de Hiroshima

Nações Unidas, 6 ago (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou hoje, no 64º aniversário do lançamento da bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, que o mundo está obrigado a se desfazer do perigo catastrófico representado pelas armas nucleares.

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"Convençamos os líderes, de uma vez por todas, do desperdício, da futilidade e do perigo que as armas de destruição em massa representam. Diante deste perigo catastrófico, nossa mensagem é clara: temos que nos desarmar", disse Ban em declarações divulgadas pelo canal de televisão da ONU, o "UNTV".

Mais de seis décadas depois "do horror e da devastação" provocados pela bomba lançada pelos Estados Unidos sobre Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de bombas nucleares permanecem ativas no mundo e acentuam "o risco real" de que o terrorismo possa tomar o controle sobre elas, acrescentou.

Nesta semana, os EUA anunciaram que o presidente americano, Barack Obama, presidirá no dia 24 de setembro uma reunião de alto nível do Conselho de Segurança da ONU sobre a não-proliferação e o desarmamento nuclear.

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, afirmou que a reunião aproveitará a presença em Nova York de Obama e de outros líderes políticos para participar da reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas para dar um novo impulso às negociações nesta matéria.

Após o desinteresse mostrado pelo Governo do ex-presidente George W. Bush sobre o assunto, a aproximação entre Rússia e EUA promovida por Obama ao chegar à Casa Branca criou um clima propício ao reforço da segurança internacional por meio da reativação do processo de desarmamento.

O presidente americano e o da Rússia, Dmitri Medvedev, acordaram dar um novo impulso às conversas entre Washington e Moscou para a criação de um novo tratado de desarmamento estratégico para substituir o vigente Start, que vence em dezembro.

No ano passado, a ONU apresentou uma proposta de cinco pontos para iniciar um processo de desarmamento, que inclui retomar os esforços para fazer cumprir o Tratado para a Proibição de Testes Nucleares (CTBT, na sigla em inglês) e deter a produção de material necessário para elaborar armas nucleares. EFE jju/bba

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