Ban defende acelerar desarmamento mundial contra crise econômica

Genebra, 19 mai (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, solicitou hoje que os Estados-membros da ONU se esforcem para conseguir um acordo de desarmamento global que permita liberar recursos para lutar contra a crise econômica, social e ambiental que atinge o mundo.

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"O mundo passa por uma profunda crise econômica e financeira. Se acelerarmos o desarmamento, liberaremos recursos que precisamos para combater a mudança climática, solucionar o problema da insegurança alimentar e alcançar os Objetivos do Milênio", afirmou Ban, em discurso na Conferência de Desarmamento da ONU.

Esta instância discute há mais de uma década, sem sucesso, um marco de entendimento que leve a um tratado que estabeleça o progressivo desarmamento mundial.

"Os negócios não deveriam prevalecer. Agora é o momento de romper mais de dez anos em ponto morto", disse.

"Um foco renovado de desarmamento e não-proliferação beneficiará a segurança internacional e a estabilidade", acrescentou Ban.

O secretário-geral comemorou "o tom positivo" do fim do terceiro comitê preparatório da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação, que acontecerá em 2010, "o que mostra uma mudança a respeito dos anos anteriores", disse.

Além disso, Ban comemorou o recente anúncio dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, que começarão a discutir a possibilidade de substituir o tratado sobre o controle de armas nucleares e trabalharão para reduzir o número de armas nucleares no mundo.

Hoje, em Moscou, começaram as primeiras conversas oficiais russo-americanas para elaborar um novo tratado de redução de armas estratégicas.

Espera-se que essa primeira rodada das consultas - cujo objetivo é elaborar, em cinco meses, um novo acordo para substituir o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), que termina em 5 de dezembro deste ano - tenha uma duração de dois dias.

O secretário-geral da ONU disse que está consciente das diferenças que ainda persistem entre os países, mas disse que "não são desculpas para a paralisia". EFE mh/an

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