Ban condena responsáveis da atual onda de violência no Líbano

Nações Unidas, 12 mai (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moo, condenou hoje os responsáveis da violência no Líbano na semana passada e fez um pedido para que deponham as armas e retomem o diálogo político.

EFE |

A porta-voz da ONU, Michèle Montas, indicou que Ban pede "calma, contenção e o fim imediato da violência" no país árabe, onde ocorreram intensos combates entre milícias vinculadas ao Governo e as da oposição, lideradas pelos radicais islâmicos do Hisbolá.

"O secretário-geral condena com firmeza os responsáveis da violência vivida pelo Líbano na semana passada", declarou Montás.

A porta-voz destacou que Ban convoca todos os partidos políticos libaneses a retomarem o diálogo político nacional e enfatizou a necessidade de que este processo desemboque na eleição de um novo presidente.

Ban "expressa sua solidariedade com o povo e o Governo do Líbano, e outras instituições legítimas, como as Forças Armadas libanesas", disse Montás.

A porta-voz da ONU acrescentou que o principal responsável das Nações Unidas reitera seu apoio à iniciativa da Liga Árabe para desbloquear a crise libanesa, assim como a independência, a soberania e a integridade do país.

Pelo menos 58 pessoas morreram no Líbano como conseqüência dos enfrentamentos armados que tiveram início na quarta-feira passada entre partidários da maioria parlamentar e da oposição, segundo fontes policiais libanesas.

Os combates atualmente continuam no Vale do Bekaa, situado no leste do país, e na cidade setentrional de Trípoli.

A crise explodiu depois que o secretário-geral do Hisbolá, Hassan Nasrallah, declarou que a decisão do Governo de acabar com a rede de telecomunicações de seu grupo era "uma declaração de guerra".

No entanto, após tomar o controle de várias regiões de Beirute e de outras cidades, o Hisbolá decidiu ceder suas posições ao Exército, depois que este optou por não executar duas ordens do Governo contra a organização.

Os militares rejeitaram o desmantelamento da rede de telecomunicações do Hisbolá e a destituição do chefe da segurança do aeroporto, Wafic Chucair, suposto colaborador do grupo xiita.

O Líbano vive uma crise política diante da incapacidade dos partidos pró-ocidentais e pró-sírios para chegar a um acordo sobre a nomeação de um novo presidente em substituição de Émile Lahoud, que deixou o cargo em novembro, após o fim de seu mandato. EFE ju/fb

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