Ban condena atentado contra Israel e deplora morte de civis palestinos

Nações Unidas, 9 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou hoje o atentado terrorista contra um depósito de combustível no sul de Israel que causou duas mortes, e deplorou as baixas civis palestinas que ocorreram como resposta militar do Estado judeu ao ataque.

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Ban defendeu "a proteção de todos os civis no conflito" e assegurou estar "seriamente preocupado" com a possibilidade de uma nova escalada de violência no Oriente Médio, informou a porta-voz da ONU, Marie Okabe.

"Ele reconhece o direito à legítima defesa de Israel, mas deplora as informações de baixas civis entre a população palestina durante as operações militares israelenses desta tarde", acrescentou.

A declaração do principal responsável das Nações Unidas responde ao aumento da violência hoje no sul de Israel e em Gaza, onde pelo menos oito palestinos e três israelenses perderam a vida.

Os oito palestinos, entre eles três crianças, morreram incidentes separados no sul e leste da Faixa, em uma ofensiva que também deixou seis feridos, segundo a assessoria de imprensa do hospital local Shifa.

À tarde, uma incursão palestina no terminal de combustíveis da passagem fronteiriça de Nahal Oz, por onde a Faixa é abastecida, desencadeou uma nova onda de ataques aéreos israelenses sobre Gaza.

Segundo fontes palestinas, quatro milicianos atacaram o terminal em uma ação conjunta da Jihad Islâmica, dos Comitês Populares da Resistência e das Brigadas Mujahedin, vinculadas ao Fatah.

Segundo a Estrela de Davi Vermelha (equivalente no Estado judeu à Cruz Vermelha), dois vigilantes civis israelenses morreram no ataque e duas pessoas ficaram feridas como conseqüência dos morteiros disparados contra o terminal.

Os incidentes de hoje ocorrem dois dias depois de o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, se comprometerem a não deixar que "a situação no terreno prejudique" as negociações entre Israel e a Autoridade iniciadas na Conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, em 2007.

EFE jju/mh

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