Ban cobra cumprimento de sanções à Coreia do Norte

Tóquio, 1º jul (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destacou hoje a importância de os membros do Conselho de Segurança (CS) da ONU implementarem integralmente a resolução 1.

EFE |

874" imposta à Coreia do Norte.

O documento, aprovado em 12 de junho, busca reprimir o programa nuclear norte-coreano, em resposta a um segundo teste nuclear realizado pelo país em 25 de maio.

Numa entrevista coletiva concedida após uma reunião com o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, Ban disse que também é importante a retomada do diálogo, inclusive das negociações multilaterais entre Estados Unidos, China, Japão, Rússia e as duas Coreias.

"Quero dizer que estamos prontos para prestar nossa assistência, para facilitar tanto a desnuclearização comprovável da península coreana como a paz e a estabilidade na região", afirmou o secretário-geral da ONU.

Por sua vez, o premiê japonês destacou a importância de serem solucionados "o grande desafio e a ameaça" que as ambições armamentísticas da Coreia do Norte representam. Aso lembrou ainda que a comunidade internacional "nunca" aceitará a "nuclearização" do regime norte-coreano.

Para o chefe de Governo do Japão, é necessário que todos os países-membros do CS adotem a resolução 1.874 caso queiram impedir que Pyongyang desenvolva mísseis e armas nucleares.

Outros dois temas discutidos na reunião entre Aso e Ban foram o desenvolvimento de políticas contra a mudança climática e a reforma do CS, no qual o Japão quer um assento permanente.

Ban concordou com Aso quanto à importância que tem para a humanidade a luta contra a mudança climática. A esse respeito, ressaltou que é preciso conseguir avanços nas conversas que antecederão a cúpula mundial sobre o clima prevista para dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

Já o político japonês ofereceu o apoio logístico das Forças Armadas do país nas operações de paz da ONU.

Amanhã, Ban partirá para Cingapura, de onde vai seguir para Yangun (Mianmar). Nessa cidade, ele discutirá com as autoridades birmanesas a situação da líder da oposição Aung San Suu Kyi. EFE jmr/sc

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