Ban chama atenção para efeitos da mudança climática na saúde

Nações Unidas, 7 abr (EFE) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje que se preste maior atenção aos efeitos da mudança climática nas pessoas, que são tão graves quanto os que afetam o entorno natural do planeta.

EFE |

Ban indicou, em mensagem por ocasião do Dia Mundial da Saúde que é comemorado hoje, que esta data "é uma oportunidade para ampliar nossos objetivos e atentar para as grandes ameaças à saúde que enfrentamos por causa do aquecimento global".

"Devemos falar mais sobre esta realidade, sobre a qual costumamos fazer vista grossa, e nos assegurar de que a proteção da saúde do ser humano está ancorada no centro da agenda da mudança climática", ressaltou.

Ele lembrou que as secas e as tempestades associadas ao aumento da temperatura global trazem risco à qualidade e à quantidade dos alimentos e da água, que são os elementos fundamentais da vida.

As conseqüências deste fenômeno "serão mais graves para os países mais pobres, que são os que menos contribuíram para criá-lo", disse.

Cerca de 250 mil habitantes do continente africano devem sofrer de falta de água até 2020 e a produção das colheitas cairá à metade, afirmou Ban.

"A desnutrição e as infecções relacionadas com o clima afetarão mais os indefesos, que são as crianças pequenas, os idosos e os doentes", advertiu.

Por isso, Ban pediu que se dobrem os esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) relacionados com a proteção da saúde, tais como a redução da mortalidade infantil e o acesso da mulher à saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou hoje que o homem já está exposto a doenças nas quais influencia muito o clima e que matam milhões de pessoas todos os anos.

Concretamente, a desnutrição, responsável por mais de 3,5 milhões de mortes ao ano; as doenças que causam diarréia, que matam mais de 1,8 milhão; e a malária, que deixa mais de 1 milhão de mortos ao ano.

Além disso, entre outras conseqüências a OMS citou estimativas que, no caso de a temperatura global aumentar 1 grau Celsius, haveria 20 mil mortes anuais a mais por ano causadas por doenças cardiorrespiratórias. EFE jju/db

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