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Ban atribui falta de progresso na ONU à pouca vontade política

Nações Unidas, 17 dez (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, responsabilizou hoje os líderes mundiais e a falta de vontade política pela ausência de soluções concretas para os grandes desafios globais em que as Nações Unidas trabalham.

EFE |

Ban fez essa avaliação em sua última coletiva de imprensa de 2008, na qual reconheceu que os resultados do trabalho da ONU nos últimos 12 meses são "discordantes".

"Presenciamos uma crescente falta de vontade política em muitos assuntos que, com vontade política, poderiam ser resolvidos", assegurou.

O secretário-geral disse que conflitos regionais e desafios globais, como a erradicação da pobreza e a mudança climática, precisam "ser considerados prioridades políticas por parte dos dirigentes políticos".

Nesse sentido, advertiu sobre a "brecha" que está se abrindo entre o desejo do Conselho de Segurança da ONU de criar missões de paz, por um lado, e a vontade da comunidade internacional de fornecer tropas que sirvam para isso, pelo outro.

Ele citou o exemplo de seus infrutíferos esforços, após ligar para 50 Governos e três organizações regionais, para encontrar países dispostos a liderar uma força militar internacional na Somália.

Ban destacou que os líderes políticos devem demonstrar em 2009 a vontade política que faltou em 2008 para concluir um acordo global na conferência internacional sobre mudança climática que será realizada em Copenhague.

"Para isso temos que conseguir um acordo que possa ser ratificado (em cada nação), integral, efetivo e equilibrado, do qual façam parte todos os países, incluindo alguns importantes que ficaram fora do Protocolo de Kioto", assinalou.

Por outro lado, Ban disse estar feliz com a resposta das Nações Unidas à crise alimentícia e a desastres como os ciclones que afetaram Mianmar e Haiti.

Apesar disso, lamentou que as Nações Unidas não tivessem conseguido evitar o massacre de civis nas mãos dos grupos enfrentados no conflito da República Democrática do Congo (RDC).

Ban reafirmou seu compromisso de seguir abordando com vigor em 2009 todos os assuntos que surjam em seu mandato das Nações Unidas e, como prova de seu "sincero esforço", citou que ao longo dos últimos 12 meses teve 700 reuniões bilaterais, visitou 35 países e viajou 400 mil quilômetros. EFE jju/rr

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