Balanço do Barclays ofusca otimismo com Grécia e bolsas europeias caem

SÃO PAULO - As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira influenciadas pelo resultado do Barclays Capital abaixo do esperado, que acabou ofuscando o otimismo dos investidores com a proximidade da conclusão do plano de ajuda à Grécia. O mercado também analisou os dados do PIB americano e a inflação na zona do euro.

Valor Online |

Entre as principais bolsas do continente, o FTSE 100, de Londres, caiu 1,15%, para 5.533 pontos; o CAC-40, de Paris, perdeu 0,62%, para 3.817 pontos; e em Frankfurt, o DAX fechou a 6.136 pontos, com perda de 0,15%. O lucro do Barclays subiu 29% no primeiro trimestre, para 1,07 bilhão de libras (US$ 1,64 bilhão). A receita avançou 4%, para 8,07 bilhão de libras. Excluindo fatores extraordinários, o lucro da instituição avançou 90%, para US$ 1,82 bilhão de libras. Mesmo assim, o resultado decepcionou os analistas, que projetavam ganho de 2,94 bilhão de libras. Os papéis do Barclays desabaram 6,4% na bolsa londrina. A Grécia segue no foco, com os investidores otimistas sobre a possibilidade de uma solução para o país ainda neste fim de semana, quando ministros das Finanças da zona do euro devem se reunir em caráter emergencial para discutir o caso. O país precisa de mais de 8 bilhões de euros para pagar credores até 19 de maio e, dada a dificuldade de captar empréstimos no mercado de bônus - especialmente após a revisão de rating promovida pela Standard & Poor´s nesta semana -, a expectativa é de que a ajuda virá de parceiros da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Pelo que foi acordado, a Grécia deve receber empréstimos de 45 bilhões de euros. Entretanto, a o risco de a Alemanha pode demorar a aprovar sua contribuição no pacote de socorro financeiro aos gregos. O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, alertou nesta sexta-feira da possibilidade de mais medidas de austeridade. Segundo ele, a sobrevivência do país está em jogo nas negociações com a União Europeia e o FMI. O mercado recebeu ainda os dados sobre a inflação anual da zona do euro, que deve atingir 1,5% em abril, segundo a agência de estatísticas Eurostat. O resultado, se confirmado, ficará pouco acima do apurado em março, quando o índice anual de preços ao consumidor subiu 1,4%. Já a taxa de desemprego na zona do euro foi de 10% em março, a mesma leitura registrada um mês antes, mas superior aos 9,1% verificados um ano atrás. Na União Europeia, o indicador ficou em 9,6% em março, também sem mudança em relação à leitura de fevereiro, mas acima dos 8,5% do terceiro mês de 2009. O principal destaque econômico do dia foi o PIB dos Estados Unidos, que cresceu 3,2% no primeiro trimestre em base anualizada. Nos três meses finais do ano passado, a economia americana cresceu 5,6%. (Téo Takar | Valor com agências internacionais)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG