Balanço de ciclone em Mianmar ultrapassa 34 mil mortos

O balanço da passagem do ciclone Nargis por Mianmar chegou a 34.273 mortos, além de 1.403 feridos e 27.836 desaparecidos, informou a rádio estatal nesta terça-feira.

AFP |

  • Caio Blinder, NY: Junta Militar comete crimes contra a humanidade
  • Nahum Sirotsky: A lei dos excessos burocráticos e a desgraça de Mianmar 
  • Junta Militar admite quase 32 mil mortos
  • EUA estão preocupados com distribuição de ajuda
  • EUA doam US$ 13 milhões para Mianmar
  • Ajuda da Austrália chega nesta terça ao país

  • "De acordo com as últimas informações, 34.273 pessoas morreram, 1.403 ficaram feridas e 27.836 estão desaparecidas", anunciou a emissora.



    Família sobrevivente ao ciclone descansa em um abrigo de Yangun  (Foto: AFP)

    O último balanço oficial do ciclone que devastou a costa sudeste do país no dia 3 de maio era de 31.938 mortos e 29.770 desaparecidos.

    No entanto, a ONU calcula que a quantidade de mortos é superior a 100.000 e que milhares de pessoas correm o risco de falecer caso a ajuda não chegue rapidamente a 1,5 milhão de sobreviventes.

    Ajuda dos EUA

    Mianmar agradeceu nesta terça-feira aos Estados Unidos o envio do primeiro avião com ajuda, que pousou na segunda-feira em Yangn, para as vítimas do ciclone Nargis, mas reafirmou que não permitirá a entrada de muitos voluntários, 11 dias após a tragédia.



    Aviões chegaram em Mianmar na última segunda-feira  (Foto: AFP)


    As necessidades de centenas de milhares de sobreviventes de uma das piores catástrofes naturais dos últimos anos "foram supridas em grande parte", afirmou o vice-almirante Soe Thein, alto conselheiro da junta que governa Mianmar desde 1962, ao jornal governamental New Light of Myanmar.

    Estados Unidos e ONU pediram na segunda-feira ao regime birmanês que atue rapidamente nas áreas afetadas para evitar mais mortes e facilitar a ajuda internacional, cuja distribuição o regime militar pretende controlar.



    Mianmar está localizada no sudeste asiático


    "As missões de emergência precisam de muito material e dinheiro, mas até agora a nação não precisa de trabalhadores humanitários especializados", disse Soe Thein.

    Quase 50 pessoas ligadas à ONU e ONGs permanecem esperando o visto do governo birmanês para entrar no país.


    Entenda:

  •  Clique na imagem e veja o infográfico sobre a formação de ciclones

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