governo provisório que conta com o apoio das Forças Armadas. Como presidente, declaro que não renunciei e não renunciarei, afirmou." / governo provisório que conta com o apoio das Forças Armadas. Como presidente, declaro que não renunciei e não renunciarei, afirmou." /

Bakiev não renuncia, mas admite que já não controla o país

MOSCOU - O presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, afirmou nesta quinta-feira que não renunciará, embora tenha admitido que já não controla a situação no país, onde a oposição criou um http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/04/08/apos+protestos+violentos+oposicao+anuncia+formacao+de+governo+interino+no+quirguistao+9452055.htmlgoverno provisório que conta com o apoio das Forças Armadas. Como presidente, declaro que não renunciei e não renunciarei, afirmou.

iG São Paulo |

Bakiev, destituído na véspera após violentos distúrbios na capital do Quirguistão, Bishkek, advertiu que os líderes opositores deverão responder perante a Justiça pela desestabilização no país, segundo informa a agência digital "24.kg". Ele também advertiu que o país está à beira de um desastre humanitário.

AP
Manifestantes posam no gabinete do presidente Bakiev em Bishkek

Manifestantes posam no gabinete do presidente Bakiev em Bishkek

"Como presidente do Quirguistão, encontro-me sem qualquer possiblidade de influenciar o país. Hoje em dia, o Quirguistão se encontra à beira de um desastre humanitário", disse.

Líderes da oposição no Quirguistão anunciaram a dissolução do Parlamento e a formação do governo interino para administrar o país nos próximos seis meses, até a realização de eleições gerais.

O anúncio foi feito após os violentos protestos da véspera, que deixaram quase 70 mortos e dezenas de feridos , além de um rastro de destruição na capital do país, Bishkek.

A ex-ministra das Relações Exteriores e líder da oposição Roza Otunbayeva, que encabeça o governo interino, disse que  Bakiev fugiu da capital para a região de Jalalabad, no sul do país.

Ele havia chegado ao poder em 2005, liderando uma revolta popular, e conseguiu levar o país a um certo grau de estabilidade, mas foi acusado pela oposição de adotar métodos autoritários e de usar o poder para enriquecer a sua família.


Policiais se protegem de ataque de manifestantes de oposição / AFP

O movimento contra o governo ganhou força no mês passado, após um aumento de 200% nos preços da energia elétrica e dos combustíveis.

O Quirguistão, uma ex-república soviética de maioria islâmica, abriga uma base militar usada pela Força Aérea dos Estados Unidos no trânsito para o vizinho Afeganistão. O país também é visto como área de influência estratégica pela Rússia. 

*Com informações da EFE, AFP e BBC


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