Baixo comparecimento marca eleições na República do Congo

Por Christian Tsoumou BRAZZAVILLE (Reuters) - A República do Congo foi às urnas neste domingo em uma eleição na qual é amplamente esperado dar ao presidente Denis Sassou-Nguesso mais sete anos no poder, mas a participação dos eleitores foi baixa depois do boicote organizado pela oposição.

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Não foram registradas ondas de violência, mas brigas foram relatadas entre antigos membros de milícia e soldados na volátil região de Pool, que foi cenário de lutas durante os conflitos que duraram de 1997 a 2002.

Investidores procurando diversificar a economia do quinto maior produtor de petróleo da África estão observando para saber se as eleições irão inflamar novamente os conflitos que arruinaram eleições anteriores e interromperam a estabilidade econômica e política.

"Não compareceram grandes multidões", disse Roger Bouaka, diretor executivo do Observatório de Direitos Humanos do Congo.

"A votação foi calma e sem maiores incidentes exceto na região Pool, onde houve perturbações em alguns lugares", acrescentou.

O Congo produz mais de 220 mil barris de petróleo por dia, mas o presidente Sassou-Nguesso diz que apenas uma pequena elite se beneficia disso. Ele é um dos três presidentes africanos atualmente investigados por um juiz francês.

Partidos de oposição, citando irregularidades em listas e cartões de votação, pediram que a eleição seja adiada para permitir a criação de uma nova comissão e a revisão da lista de eleitores.

A União Européia também criticou a falta de progresso feita na República do Congo desde as eleições de 2002.

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