Bagdá reabre ponte de tragédia em 2005

O Exército iraquiano reabriu na manhã desta terça-feira a ponte Al-Aimah, que separa os bairros xiita e sunita mais emblemáticos de Bagdá, que em agosto de 2005 foi cenário da morte de quase 1.000 pessoas em uma correria provocada pelo pânico.

AFP |

Em um ambiente festivo, dezenas de pessoas procedentes de ambos os bairros, o sunita Adhamiyah e o xiita Kazimiyah, se reuniram no local para assistir a cerimônia oficial de abertura da ponte sobre o rio Tigre, fechada há mais de três anos.

"Estes bairros perigosos estão tranqüilos agora e decidimos reabrir a ponte. Os moradores dos dois lados pediam isto", declarou à AFP o general iraquiano Qasem Atta, porta-voz do "plano de segurança" de Bagdá.

Durante a madrugada, soldados retiraram os blocos de cimento que impediam a passagem dos dois lados da ponte e os substituíram por postos de controle.

Em 31 de agosto de 2005, uma cerimônia de luto xiita se transformou em tragédia quando correu entre a multidão reunida na ponte o boato de que dois homens-bomba haviam sido vistos no local.

Vítima do pânico, a multidão deu início a uma correria, rompendo as barreiras de segurança e empurrando para o rio milhares de pessoas, principalmente mulheres e crianças que não sabiam nadar.

A tragédia teve saldo de 965 mortos e 465 feridos, o balanço mais grave desde a invasão americana do país em março de 2003.

ak-mm/fp

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