Bagdá e Ancara debatem plano para desarmar PKK no norte do Iraque

Ancara, 24 dez (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, chegou hoje a Ancara para debater com as autoridades turcas as possíveis vias para desarmar os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que têm sua base no norte do Iraque.

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O primeiro-ministro iraquiano se reunirá hoje com o presidente turco, Abdullah Gul, e com seu primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, antes de deixar o país, ainda hoje.

Os encontros entre responsáveis iraquianos e turcos se intensificaram nas últimas semanas, para estarem preparados quando ocorrer a transferência da responsabilidade às forças iraquianas por parte dos Estados Unidos.

Maliki chega em uma situação na qual se recompôs o clima de entendimento entre Iraque, Turquia e EUA para combater o PKK, com a decisão de criar um comitê de segurança para tratar este problema.

"O principal objetivo deste comitê é lutar contra o terror da organização", em referência ao PKK, afirmou Maliki.

Erdogan disse que o presidente iraquiano, Jalal Talabani, projetou um plano em quatro fases para acabar com a presença do PKK no norte do Iraque, o que será discutido hoje com Maliki.

Talabani propôs à Turquia aprovar uma lei que permita aos milicianos do PKK voltar a seus lares em vez de serem presos, após depor as armas no norte do Iraque.

"Isto não é novo. A Turquia já aprovou uma lei como essa.

Debatemos estas questões quando estive em Bagdá, e vamos discutir isto de novo com Maliki", disse Erdogan.

Um analista político do jornal "Milliyet" escreveu hoje que Talabani estava pedindo um acordo para que os milicianos do PKK voltassem para casa, e isso significa uma espécie de negociação com essa organização.

Durante o último ano, o Exército turco realizou mais de três dezenas de incursões aéreas no norte do Iraque, vários ataques de artilharia e uma operação terrestre de grande envergadura contra as bases dos rebeldes no país vizinho.

Os líderes turcos vieram acusando as autoridades do Curdistão iraquiano de não fazer o suficiente para lutar contra os guerrilheiros do PKK presentes no montanhoso território perto da fronteira com a Turquia. EFE dt/an

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