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Bagdá condena operação americana no país considerando-a infração a acordo

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, condenou neste domingo uma operação americana realizada no sul do país que fez dois mortos, qualificando-a de infração ao pacto de segurança assinado em novembro entre Bagdá e Washington e pediu à Força Multinacional que julgue os responsáveis.

AFP |

O comunicado de Al-Maliki condenando as mortes foi lido na televisão oficial Iraqiya.

É a primeira vez desde a assinatura do acordo de segurança com os Estados Unidos que o premier denuncia uma infração ao texto do documento.

Dois comandantes iraquianos chegaram a ser detidos por terem autorizado, sem avisar o Ministério da Defesa, a ação do exército americano no sul do Iraque na qual morreram uma mulher e um policial.

O militares americanos dizem em resposta que a operação "foi coordenada e aprovada pelo Governo iraquiano", tendo como alvo ativistas xiitas.

O artigo 4-2 do acordo de segurança assinado em novembro entre Washington e Bagdá estipula que todas as operações militares das forças americanas no Iraque devem ser "realizadas em plena coordenação, com as autoridades iraquianas".

Prevê, também, a retirada das tropas americanas das cidades iraquianas até o final de junho e, de todo o país, antes do final de 2011.

Segundo uma fonte iraquiana, que preferiu não ter o nome divulgado, forças americanas entraram numa casa em Kut, capital da província de Wassit, "às 02H30 da manhã" (23H30 GMT de sábado) e detiveram várias pessoas de uma mesma família, entre elas um oficial da polícia e um chefe tribal.

Um funcionário do hospital local informou ter recebido dois corpos, o de uma mulher atingida no ventre e nos ombros e de um homem baleado na cabeça.

O exército americano diz ter detido seis pessoas acusadas de pertencer a grupos xiitas acusados de serem financiados, armados e treinados pelo Irã.

O Ministério do Interior chegou a enviar delegação a Kut para investigar o incidente.

"Trata-se de uma violação (do acordo iraquiano-americano) e tomamos todas as medidas para que não se repita", anunciou o Ministério da Defesa.

Segundo os americanos, a mulher morta estava na linha de tiro, e chegou a ser examinada por um médico militar.

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