Bactérias aeróbicas contribuem à formação de metano nos oceanos

(embargada até as 14h em Brasília do dia 29 de junho) Londres, 29 jun (EFE) - As bactérias aeróbicas, que precisam de oxigênio para viver, contribuem à produção de gás metano, o qual ajuda a intensificar o efeito estufa, na superfície dos oceanos.

EFE |

Em artigo publicado hoje pela revista científica britânica "Nature Geoscience", pesquisadores da Universidade do Havaí (Estados Unidos) explicam que bactérias aeróbicas fixadoras do nitrogênio facilitam uma reação química na qual o metano é produzido.

O metano é um gás que intensifica o efeito estufa e contribuiu em 20% ao aquecimento global antes mesmo da Primeira Revolução Industrial.

Os oceanos são uma importante fonte de metano, já que produzem de 1% a 4% das emissões globais anuais.

As concentrações de metano na superfície das águas da maioria dos oceanos estão supersaturadas frente às concentrações atmosféricas, mas acreditava-se que a origem deste metano estava em ambientes anaeróbicos.

No entanto, os pesquisadores descobriram, após analisar amostras de águas do litoral do Havaí, que o metano é obtido aerobicamente como um produto da decomposição do metilfosfonato, na qual participam bactérias fixadoras do nitrogênio.

Também descobriram que a produção de metano era maior quanto menor fosse a concentração de fosfatos na água marinha.

Os cientistas sugerem que a produção do metano será sensível às mudanças na estratificação das colunas de água e à limitação de nutrientes, provável conseqüência do aquecimento dos oceanos.

Portanto, a contribuição de metano dos oceanos à atmosfera pode crescer como resposta à mudança climática. EFE vmg/db

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