Michele Bachmann deixa disputa pela presidência dos EUA

Congressista de Minessota anuncia saída da disputa republicana pela Casa Branca após ficar em último lugar no caucus de Iowa

iG São Paulo |

A congressista Michele Bachmann , de Minessota, encerrou nesta quarta-feira sua campanha para ser a candidata do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos. A decisão é anunciada após Michele ficar em último lugar no caucus de Iowa , prévia que abriu o calendário eleitoral americano na terça-feira.

"Os eleitores falaram de forma clara e decidi ficar do lado de fora", afirmou Michele, em entrevista coletiva em Des Moines, Iowa. "Mas vou continuar lutando para derrotar a agenda socialista do presidente Barack Obama", acrescentou.

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AP
Michele Bachmann, ao lado de seu marido, família e amigos, anucnia o encerramento de sua campanha para a presidência dos EUA, em Iowa

Mais cedo, a congressista cancelou uma viagem para a Carolina do Sul, dando início às especulações sobre uma possível desistência da corrida presidencial.

Única mulher na disputa republicana pela Casa Branca, Michele ficou em sexto lugar entre os seis candidatos que participaram do caucus de Iowa, com 5% dos votos. O vencedor foi o ex-governador de Massachussetts, Mitt Romney , com 24,6%.

Michele, favorita entre os conservadores cristãos e um dos principais nomes do movimento Tea Party, deu início à sua campanha presidencial em junho do ano passado justamente em Iowa, o Estado onde nasceu e cresceu.

A expectativa agora está centrada no governador do Texas, Rick Perry , que ficou em quinto lugar no caucus de Iowa e, na terça-feira, anunciou que vai reavaliar sua candidatura à presidência . "Após a decisão dos eleitores de Iowa, resolvi voltar ao Texas para reavaliar os resultados do cáucus de decidir se devo prosseguir nesta disputa", declarou Perry, que teve 13,3% dos votos.

A votação em Iowa marca o início de uma maratona de caucus (em que os candidatos são escolhidos em assembleias) e primárias (em que os eleitores votam por meio de cédulas) que irão culminar, em agosto, com o anúncio oficial do candidato republicano que vai concorrer contra o democrata Barack Obama – em busca de um segundo mandato – na eleição presidencial de 6 de novembro.

O próximo desafio dos pré-candidatos republicanos será já na próxima terça-feira, na primária de New Hampshire, onde Romney lidera com folga as pesquisas.

Teste

Historicamente, o caucus de Iowa é considerado um teste para a viabilidade de uma candidatura, e uma boa colocação no Estado representa um impulso para as prévias seguintes.

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Por abrir o calendário eleitoral, a votação no Estado também serve como termômetro do efeito que as campanhas até o momento estão provocando nos eleitores. No entanto, nem sempre o vencedor em Iowa é o escolhido final do partido. Em 2008, Obama venceu o caucus democrata em Iowa e acabou ganhando a indicação do partido e, por fim, a Casa Branca.

Do lado republicano, porém, o caucus de Iowa em 2008 foi vencido pelo ex-governador do Arkansas Mike Huckabee. Romney ficou em segundo, mas nenhum dos dois conquistou a nomeação do partido, que foi para o senador John McCain, apesar do modesto quarto lugar na prévia de Iowa.

Votação

Estima-se que mais de 120 mil eleitores tenham votado nas assembleias realizadas em 1.784 locais – escolas, bibliotecas, residências e prédios públicos – nos 99 condados de Iowa. Nessas reuniões foram eleitos delegados que prometem apoiar nas convenções o candidato escolhido pelos eleitores.

Entre os sete pré-candidatos republicanos com chances de ganhar a indicação do partido, apenas Jon Huntsman decidiu não focar sua campanha em Iowa, partindo direto para New Hampshire.

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Calcula-se que os outros seis, somados, tenham percorrido mais de 37 mil quilômetros e investido pelo menos US$ 12,5 milhões (cerca de R$ 22,9 milhões) em propagandas eleitorais no Estado.

A campanha de Romney em Iowa começou modesta, com algumas visitas rápidas, mas na última semana o pré-candidato dedicou atenção total ao Estado, percorrendo quase 2 mil quilômetros.

Santorum, ao contrário, passou os últimos meses concentrado na campanha no Estado, onde visitou todos os 99 condados e realizou quase 400 eventos. O esforço começou a dar resultados nos últimos dias, com a subida do ex-senador da Pensilvânia ao topo das pesquisas, ao lado do favorito Romney e de Paul.

Com BBC e AFP

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