Bachelet vota nas eleições municipais do Chile

Santiago do Chile, 26 out (EFE) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, caminhou hoje de sua casa, no município de Las Condes (Santiago), até um colégio próximo para votar nas eleições municipais, que começaram a ser realizadas em um ambiente de absoluta tranqüilidade. Acompanhada por sua mãe, Ángela Jeria, e por uma cunhada, a governante recebeu aplausos ao chegar ao local, mas também manifestações de rejeição, como a de uma mulher que lhe chamou de mentirosa várias vezes. Sem se preocupar com as manifestações, Bachelet votou, convocou os chilenos a votarem cedo e destacou que seu país sempre foi um exemplo pelo fato de realizar eleições eficazes, transparentes e limpas. Além disso, destacou que, até 11h15 (de Brasília), a jornada eleitoral estava se desenvolvendo sem contratempos. O dia eleitoral começou às 7h (8h, em Brasília) com a instalação das mesas receptoras de votos e, três horas depois, 32.168 eleitores - 96,19% do total - já haviam votado, segundo o subsecretário do Interior, Felipe Harboe.

EFE |

Em Santiago, que tem cerca de 40% dos 8,11 milhões de eleitores que devem participar do pleito, haviam sido instaladas 11.760 mesas até essa hora, equivalente a 94,92%.

Seis pessoas foram detidas em diferentes pontos do país por se negarem a trabalhar como mesários, informaram as autoridades eleitorais.

Quando uma mesa não está instalada, o responsável pelo local pode ordenar que os primeiros eleitores trabalhem como mesários.

Na região de San Francisco de Mostazal, cerca de 80 quilômetros ao sul de Santiago, um idoso morreu após sofrer um infarto na hora de votar.

O ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, afirmou que o processo eleitoral se desenvolve com normalidade e tranqüilamente.

"O país está calmo. Grande parte das mesas está se formando ou se formou. As pessoas estão votando, como gostam os chilenos", disse.

A Polícia informou que, até 8h (9h, em Brasília), haviam sido recebidas 192.592 justificativas de voto.

A lei eleitoral chilena exige que as pessoas que não puderem votar expliquem sua ausência em alguma delegacia. Quem não fizer isso paga uma multa que pode chegar a 100 mil pesos (aproximadamente US$ 158). EFE ns/fh/db

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