Bachelet prepara-se para deixar governo, mas tem planos de voltar em 2014

Apontada como uma das líderes mais bem avaliadas no mundo, atingindo 81% de aprovação popular, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, de 58 anos, deixa o governo em março com planos de retornar ao Poder em 2014.

Agência Brasil |


Reuters
Bachelet deixa o poder em março
Bachelet deixa o poder em março
A presidente já confirmou que pretende disputar novas eleições, mas antes de transmitir o cargo ao sucessor, Bachelet fará uma espécie de tour pela América Latina. Por enquanto o Brasil não está incluído, porém, ela pretende ir à Colômbia, Argentina e Uruguai.

Os assessores da presidente afirmam que seu objetivo é intensificar as relações multilaterais com os países vizinhos. Na prática, com a iniciativa Bachelet reforça sua imagem de líder no cenário internacional.

Segundo especialistas, ao longo de seu governo, ela se concentrou em duas frentes - executar políticas sociais e ampliar as relações econômicas com os parceiros mais próximos. Até então a tradição chilena era de estreitar as relações com os europeus e norte-americanos.

Sem dívida externa, o Chile é credor líquido e ainda responsável pela maior reserva mundial de cobre detendo 40% da produção. Consciente do poder de seu país, Bachelet buscou consolidar externamente a imagem do Chile e ampliar oportunidades de comércio. O Brasil é um dos principais parceiros dos chilenos, ocupando o 8º lugar geral, e 1º na América Latina.

Em 2005, a eleição de Bachelet foi um  marco para o Chile cuja memória histórica registra 17 anos de uma das ditaduras mais violentas da América Latina. O general Augusto Pinochet - morto em 2006 - é acusado pelo desaparecimento de cerca de 3 mil pessoas. O pai de Bachelet foi uma das vítimas da ditadura. Militar e assessor do ex-presidente Salvador Allende não resistiu às pressões do regime autoritário e morreu.

Mãe de três filhos e separada, Bachelet representou a renovação em uma sociedade conservadora e com resistências à discussão de vários temas, como a legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo, o chamado aborto terapêutico e mudanças na Lei de Anistia. Todos estes assuntos foram abordados durante a campanha eleitoral de sucessão à Bachelet.

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