Bachelet pede consolidação da democracia ao deixar Presidência da Unasul

Quito, 10 ago (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, cedeu hoje ao Equador a chefia da União de Nações Sul-americanas (Unasul) e afirmou que o grande desafio do organismo será consolidar a democracia na América Latina.

EFE |

Bachelet fez na Sala Capitular do Convento de Santo Agostinho de Quito seu último discurso como presidente temporária da Unasul, em sua terceira cúpula de chefes de Estado, onde repassou as conquistas da entidade e seus futuros desafios.

A consolidação da democracia é, segundo Bachelet, o mais importante deles porque a América Latina vive o "paradoxo" de desfrutar do período democrático mais prolongado de sua história, mas alterado por quase 20 "interrupções" de Governos democraticamente eleitos.

Na presença do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, Bachelet destacou que o caso do país centro-americano "é a lembrança mais recente" e advertiu que "não basta realizar eleições periódicas".

A presidente chilena destacou a necessidade de assegurar as liberdades e os direitos que em muitos lugares da América Latina não podem ser exercidos por causa da ação do "crime organizado".

Bachelet também defendeu "enriquecer a democracia participativa" e pediu a seus colegas para que impulsionem as políticas públicas porque "a apatia pública pode corroer a legitimidade da democracia".

Além disso, a governante chilena fez um balanço positivo da trajetória da Unasul, para ela uma realidade política regional e internacional que, principalmente, teve papel "decisivo" para promover a democracia na região.

Neste sentido, Bachelet lembrou o papel da Unasul em defesa do Governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, na grave e violenta crise política vivida pelo país em 2008. EFE sam/bba

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