Bachelet lança fundação para reconstruir Chile e recuperar apoio eleitoral

Santiago do Chile, 16 abr (EFE).- A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet lançou hoje a Fundação Dialoga, um centro de pensamento e ação para trabalhar pela reconstrução do país após o terremoto de fevereiro e recuperar a confiança do eleitorado chileno na Concertação, a coalizão que a levou ao poder.

EFE |

"A Fundação Dialoga quer ser um lugar onde as pessoas possam expressar o pluralismo e a diversidade, um espaço aberto para pensar e atuar pelo Chile, um âmbito onde se apóie a liderança progressista", ressaltou Bachelet.

A ex-governante (2006-2010) anunciou que a Dialoga trabalhará com outras fundações progressistas, sindicatos e ONGs "para gerar o contrapeso de ideias e propostas necessário concentração inédita de poder político, econômico e comunicacional que há no Chile".

Presidida por Bachelet, a instituição conta com as ex-ministras Carolina Tohá e Patricia Poblete na direção, e integrará em seu comitê consultivo pessoas que representem "a riqueza e a diversidade da sociedade chilena".

Participaram do ato de inauguração da organização os ex-presidentes Patrício Aylwin (1990-1994) e Eduardo Frei (1994-2000), ambos da Democracia Cristã, um dos membros da Concertação, além de ex-ministros, prefeitos e dirigentes de partidos progressistas.

O único ex-líder do período do Governo da Concertação que faltou foi o socialista Ricardo Lagos, em viagem nos Estados Unidos, mas que mandou uma carta na qual destaca que Dialoga "contribuirá para fortalecer o diálogo cidadão, que tanta falta faz" no Chile.

A instituição manterá contatos com centros de pensamento análogos da América Latina, Europa e Estados Unidos, como a Fundação Ideias e o Instituto Pablo Iglesias (vinculados ao Partido Socialista Operário Espanhol) e o Center for American Progress, que, além disso, incorporou Bachelet a sua direção.

Durante o ato, a ex-governante criticou os conflitos de interesses que, segundo a oposição, afetam vários membros do Governo, começando pelo próprio presidente, Sebastián Piñera.

"Não aceitamos a concepção de poder que mistura a política e os negócios, uma mistura profundamente corrosiva para nossa convivência democrática que pode afetar gravemente à governabilidade", denunciou.

mf/pb

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