Bachelet é elogiada nos EUA por ações contra crise econômica

María Peña. Washington, 24 jun (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, concluiu hoje sua visita aos Estados Unidos, onde recebeu elogios e o apoio da classe política por suas ações contra a crise econômica.

EFE |

Depois de um dia de reuniões com líderes políticos e organismos internacionais, Bachelet seguiu viagem para o México, onde o presidente mexicano, Felipe Calderón, oferecerá um jantar em sua homenagem, esta noite.

Bachelet concluiu sua viagem de trabalho em Washington um dia depois de seu primeiro encontro na Casa Branca com o presidente Barack Obama, que afirmou que o Chile é "um exemplo" a ser seguido, em assuntos como o desenvolvimento e a gestão econômica na região.

Obama expressou seu desejo de viajar ao Chile, mas não determinou uma data. No entanto, quebrou o protocolo e posou para uma foto com Bachelet.

Durante a visita, os dois presidentes fecharam acordos sobre cooperação energética e combate ao câncer. Os EUA e o Chile já mantêm fortes trocas comerciais, depois de assinarem um tratado bilateral em 2003.

A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, elogiou hoje os esforços de cooperação bilateral e destacou que eles são "muito importantes" para a "segurança, economia, saúde de nossos povos e a preservação de nosso planeta".

Por outra parte, disse que Bachelet "controlou a crise econômica no Chile muito bem" e manifestou seu desejo de receber "alguns conselhos sobre o tema" em seu encontro privado.

No entanto, a legisladora republicana Ileana Ros-Lehtinen aproveitou seu encontro com Bachelet para expressar sua "grande decepção", porque a governante chilena "não encontrou tempo" para se reunir com dissidentes cubanos, durante sua visita à ilha em fevereiro.

No último dia de sua visita, Bachelet também se reuniu com o vice-presidente americano, Joseph Biden, e rejeitou a sugestão do Brasil de desestimular o turismo no Chile, por causa do avanço da gripe suína no país. A chilena manifestou ainda seu apoiou à continuidade do chileno José Miguel Insulza à frente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em uma sessão protocolar do conselho permanente da OEA, Bachelet ressaltou a liderança de Insulza, que é secretário-geral da organização há quatro anos e quer renovar seu mandato no próximo ano.

"É importante que continuemos nos esforçando sob sua liderança, a fim de traduzir estas convergências em ações concretas, para fornecer os bens públicos necessários a nossos cidadãos, para o pleno desenvolvimento de suas potencialidades", afirmou a presidente chilena.

Bachelet afirmou que Insulza "demonstrou o compromisso e a capacidade para completar com sucesso" seu mandato, e, por isso, seu Governo "apóia decididamente a continuação de seu esforço e sua visível contribuição com a região".

A chilena também defendeu a vigência da OEA como máximo organismo multilateral da região.

Bachelet chegará esta noite ao México, para o que será a primeira visita de um líder latino-americano depois do surto do vírus AH1N1, para transmitir uma clara mensagem de apoio à gestão do presidente Calderón contra a doença.

Durante seu discurso hoje em Washington, diante da Organização Pan-americana da Saúde, Bachelet rejeitou a recomendação do Brasil a crianças e idosos de não viajar ao Chile e Argentina, por causa do risco de contágio da gripe e disse que o fechamento das fronteiras não é a solução.

"Esse tipo de respostas, que geram o medo, não são as respostas com as quais trabalhamos em saúde. Sabemos quais são as necessárias para enfrentar uma epidemia desta natureza", afirmou Bachelet, que é pediatra e ex-ministra da Saúde.

Na terça-feira, o Governo brasileiro recomendou que os maiores de 60 anos, os menores de dois e as pessoas com problemas imunológicos adiem suas viagens à Argentina e ao Chile.

Bachelet disse que levará uma mensagem de "solidariedade" ao México e analisará com Calderón formas de se ajudarem mutuamente contra a gripe.

A previsão é de que Bachelet retorne ao Chile na madrugada de sexta-feira. EFE mp/pd

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