Bachelet e Cristina lembram mediação de João Paulo II para evitar conflito

Argentina/Chile, 5 dez (EFE) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, e a governante da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, coincidiram hoje em que a intervenção do Vaticano em 1978 não só evitou uma guerra entre os dois países, mas abriu caminho a uma etapa histórica de cooperação e integração.

EFE |

As duas líderes, junto a uma delegação de ministros, representantes de partidos políticos e duas centenas de habitantes da Patagônia, participaram hoje, na passagem fronteiriça de Monte Aymond, da comemoração do 30º aniversário da medicação papal que evitou um conflito pelo canal de Beagle.

Cristina disse que, com este ato, conseguiu-se virar uma página da história não escrita pelos povos, mas pelos regimes autoritários que governavam então nos dois países.

Já Bachelet afirmou que esta iniciativa retoma os valores que guiaram os libertadores de Chile e Argentina, que, em 2010, comemoram o bicentenário da independência das nações.

As duas trocaram os estandartes das forças de paz "Cruzeiro do Sul", que, a partir de 2010, devem estar à disposição das Nações Unidas para atuar em situações de crise ou emergências, uma tarefa que os Exércitos dos dois países já realizaram em conjunto no Haiti e no Chipre.

Em Monte Aymond, a poucos metros de onde os soldados cavaram em 1978 as trincheiras em espera da ordem de ataque, agora será colocada uma pedra para iniciar a construção de um monumento pela Paz e a Integração.

Assistiu à cerimônia o cardeal brasileiro Odilio Pedro Scherer, enviado especial do Vaticano, que abençoou a pedra comemorativa e leu uma mensagem do papa Bento XVI no qual ressalta a tarefa mediadora liderada, em 1978, por seu antecessor, João Paulo II. EFE frf/db

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