Bachelet defende mais poder para emergentes em instituições financeiras

San Salvador, 29 out (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, defendeu hoje que a reforma das instituições financeiras internacionais inclua o aumento da presença dos países emergentes e em desenvolvimento em suas entidades de Governo.

EFE |

"A crise deve ser uma oportunidade para realizar a reforma neste sentido e não uma desculpa para adiá-la", declarou Bachelet no plenário da 18ª Cúpula Ibero-Americana realizada em San Salvador.

"A subrepresentação dos países emergentes e em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais é insustentável", declarou.

Bachelet se mostrou convencida de que a Comunidade Ibero-Americana tem "uma voz a dizer" e "tem que se escutada" na resposta à crise financeira e econômica mundial.

Esta resposta, declarou, também deve promover o papel ativo das instituições financeiras na vigilância dos desequilíbrios e no abastecimento de liquidez dos países emergentes e em desenvolvimento.

Entre as medidas de reforma, Bachelet propôs que o Fundo Monetário Internacional crie uma "linha de liquidez", em curto prazo, para ajudar as economias emergentes e em desenvolvimento a superarem o eventual impacto da crise.

"É necessário reforçar os mecanismos de alertas adiantados para que o Fundo Monetário atue com prontidão em socorro dos países em risco", afirmou.

Bachelet se perguntou se o FMI tem recursos suficientes para enfrentar estas emergências e, em caso negativo, pediu que consiga oportunamente estes fundos.

Em outra parte de seu discurso a presidente do Chile afirmou que seu país está em melhores condições que no passado para lidar com o impacto da atual crise financeira e econômica, que na sua opinião é maior que as anteriores. EFE nr/fal

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