Bachelet convida empresários chineses a investir no Chile

Xangai (China), 15 abr (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, conclui hoje em Xangai uma visita de cinco dias à China na qual pediu a empresários chineses que usem os atrativos econômicos chilenos como base para futuro negócios com a América Latina e outros mercados.

EFE |

No seminário de negócios "Chile, parceiro estratégico na América Latina", Bachelet destacou que o país andino "é o que melhor acesso tem a mercados no mundo todo e é um país muito importante para se investir, sério e transparente para fazer negócios".

A presidente chilena pediu também aos 400 empresários chineses para quem falou na palestra que se aliem aos chilenos e "produzam juntos".

Bachelet afirmou que graças a sua rede de 53 Tratados de Livre-Comércio (TLC), sendo um deles com a China, tem acesso a um mercado de quase quatro bilhões de pessoas.

Após o seminário, Bachelet se reuniu com o prefeito de Xangai, Han Zheng, e participou do acordo final para a participação do Chile na Exposição Universal de Xangai de 2010.

Segundo comunicado divulgado por Chile e China, "os dirigentes de ambos os países mantiveram uma profunda troca de opiniões sobre as relações bilaterais e assuntos internacionais e regionais de interesse comum, chegando a um amplo consenso".

Ainda de acordo com o comunicado, Bachelet e o presidente da China, Hu Jintao, destacaram "a excelente cooperação em organizações multilaterais e compartilharam a visão de que seus vínculos constituem um relevante papel nas relações latino-americanas, na Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) e na cooperação Ásia-América Latina".

Em declarações na nota oficial, ambos se mostraram dispostos a impulsionar a Rodada de Doha, que visa diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo.

Além disso, Bachelet reiterou que o Chile apóia "firmemente a política de 'uma só China' e respeita a soberania e a integridade territorial da República Popular China".

"O Chile também reconhece que Taiwan e Tibete fazem parte da China e deseja o pleno êxito dos Jogos Olímpicos de 2008 e da Expo de Xangai 2010".

Desde que entrou em vigor seu TLC com a China - primeiramente em bens e a partir de 13 de abril estendido a serviços -, as exportações chilenas ao país asiático aumentaram 101% e as importações 40% .

O volume total de intercâmbios aumentou 76% em 16 meses, o que faz do Chile, segundo Bachelet, o segundo parceiro comercial da China na América Latina, atrás apenas do Brasil, e transforma a China no principal do Chile.

O Chile é "a rede de livre-comércio mais vasta que possui qualquer país", disse a presidente chilena.

"Este clima de negócios fez com que empresas chinesas tenham decidido abrir suas sedes sul-americanas no Chile", declarou Bachelet, que deu o exemplo do gigante dos componentes eletrônicos ZTE.

No entanto, ela considerou que "são poucas" as empresas chinesas que se instalaram no Chile e convidou mais empresários a participarem do "desenvolvimento atual" chileno.

"Convido os empresários a olharem o país de forma estratégica, do mesmo jeito que os governantes de ambos os países querem situar as relações políticas e econômicas", declarou a presidente do Chile.

Segundo Bachelet, o consumidor de Xangai já começa a identificar alguns produtos chilenos, como vinho, uva, salmão, marisco e frutas.

"E esperamos que a lista se amplie a novos produtos e serviços", afirmou.

Em 2010, quando as relações diplomáticas entre os dois países completam 40 anos coincidindo com o bicentenário da independência do Chile, a presidente disse esperar que os números sejam superados "amplamente".

Segundo Bachelet, as empresas chilenas esperam dobrar suas exportações para a China até 2020.

"Penso em quantos postos de trabalho podem ser criados e quantas famílias poderão viver disto. O comércio exterior é a pedra angular do desenvolvimento chileno", disse.

Bachelet ainda afirmou que com a inserção comercial do Chile "em dinâmicos mercados como o chinês" podem "sustentar projetos orientados a fortalecer programas sociais de habitação, saúde e educação". EFE jad/rr/fal

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