Bachelet condena embargo dos EUA durante visita a Cuba

HAVANA (Reuters) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, condenou na quinta-feira o embargo dos Estados Unidos a Cuba, reforçando a postura de outros líderes da região a respeito das sanções. Bachelet se reuniu na quarta-feira com o presidente de Cuba, Raúl Castro. Ambos estreitaram as relações entre seus países com vários acordos de cooperação em áreas como agricultura e biotecnologia. Esta é a primeira visita de um presidente chileno à ilha desde Salvador Allende, em 1972.

Reuters |

"O Chile sempre se opôs à prolongação de práticas discriminatórias de comércio", disse Bachelet na quinta-feira, depois de um encontro com empresários em Havana.

"Estou falando de uma coisa muito concreta: o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, o qual afeta seriamente as condições de vida do povo cubano, principalmente na crise atual", acrescentou.

Os Estados Unidos aplicam há quase meio século um embargo comercial contra Cuba, para tentar forçar uma mudança no sistema socialista.

As autoridades cubanas atribuem muitos de seus problemas econômicos ao embargo.

Bachelet é a quarta presidente latino-americana a visitar Cuba em 2009 -- analistas interpretam a série de visitas como uma estratégia regional para pressionar os Estados Unidos a mudar sua atitude em relação à ilha.

O presidente do Panamá, Martín Torrijos, o equatoriano Rafael Correa e a argentina Cristina Kirchner visitaram a ilha e pediram o fim do embargo.

O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que não pretende suspender o embargo, mas encerrará as restrições a viagens.

Além disso, afirmou estar disposto a dialogar com as autoridades cubanas.

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