Bachelet assume Presidência rotativa da Unasul com pedido de consenso

Brasília, 23 mai (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, aceitou hoje a Presidência rotativa da União de Nações Sul-americanas (Unasul), e assinalou perante seus homólogos que a organização dará uma voz mais forte à região no Século XXI.

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Bachellet recebeu o cargo do líder boliviano, Evo Morales, que na realidade deveria transmitir-lhe ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, que se recusou a aceitá-la por causa do conflito que seu país mantém com o Equador e a Venezuela, após o ataque militar que a Colômbia lançou contra um acampamento das Farc em território equatoriano.

Ao aceitar o cargo, a presidente chilena pediu a seus colegas sul-americanos que "se concentrem na busca de consensos", e usem "toda a energia possível para colocar em andamento esta união, que dará à América do Sul a oportunidade de ter uma voz forte e clara perante o mundo".

Bachelet qualificou o tratado constitutivo da Unasul, assinado hoje pelos líderes, como "um passo histórico na direção correta", e disse que pode fazer com que "o Século XXI seja muito melhor para os povos da região do que foi o Século XX".

Bachelet citou estudos segundo os quais o Produto Interno Bruto (PIB) dos países emergentes, dentre os quais incluiu os latino-americanos, representará em 2040 mais de 60% da economia mundial, motivo pelo qual a região deve estar pronta para enfrentar esse desafio.

"Queremos ser protagonistas", afirmou Bachelet, que pediu a seus companheiros que "sigam trabalhando" dentro do caminho já traçado.

A governante elogiou a proposta do Brasil para a criação de um Conselho de Defesa sul-americano, uma iniciativa que qualificou de "extremamente importante".

Também cumprimentou o trabalho do Conselho Energético regional, cujos primeiros resultados disse esperar "para breve", para forjar uma estratégia de segurança energética sul-americana. EFE ed/gs

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