O partido iraquiano Baath, dirigido na clandestinidade pelo antigo número dois do regime de Saddam Hussein, Ezzat al-Duri, rejeitou nesta terça-feira a proposta de reconciliação do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki e acusou o governo de estar integrado por traidores e espiões.

"O Baath e seus homens rejeitam o encontro, o diálogo e o acordo com os colaboracionistas, os traidores e os espiões", afirma o partido em um comunicado publicado na internet.

"Os que querem a reconciliação têm que reconhecer que a resistência nacional é a única via para a libertação e acabar com o processo político favorável à ocupação", considera o partido.

O Baath, dissolvido em 2003, pede também ao governo "o cancelamento definitivo da lei de 'debaathificação' e um acordo de compensações para as pessoas afetadas" pela mesma.

A 'debaathificação' foi o primeiro decreto assinado pelo presidente da Autoridade Provisória da Coalizão (CPA), o americano Paul Bremer, no Iraque em maio de 2003, para limpar a administração dos partidários de Saddam Hussein, executado em dezembro de 2006.

Os Estados Unidos acusam Ezzat al-Duri, el único alto colaborador de Saddam Hussein ainda fugitivo, de organizar e financiar a insurreição.

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