De acordo com governo, foram presas 22 pessoas treinadas por Guarda Revolucionária para atacar embaixadas de Israel e EUA no país

Equipes observam carro da Embaixada de Israel em Nova Délhi que foi alvo de explosão (13/2)
AP
Equipes observam carro da Embaixada de Israel em Nova Délhi que foi alvo de explosão (13/2)
Serviços de segurança do Azerbaijão prenderam 22 pessoas que, dizem, foram contratadas pelo Irã para lançar ataques terroristas contra as embaixadas dos EUA e de Israel e contra várias organizações e companhias com vínculos com o Ocidente.

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O Ministério de Segurança Nacional disse nesta quarta-feira que os 22 suspeitos, todos cidadãos azerbaijanos, foram treinados no Irã pela Guarda Revolucionária, força de elite do Irã. O ministério não especificou quando as prisões ocorreram.

Em fevereiro, o Azerbaijão anunciou a prisão de outro suposto grupo terrorista suspeito de trabalhar para os serviços secretos iranianos, e em janeiro prendeu dois acusados de conspiarar para matar dois professores em uma escola judia na capital, Baku.

Em 2007, o país acusou 15 pessoas em conexão com uma rede de espionagem relacionada ao Irã e acusada de transmitir informações de inteligência sobre as atividades ocidentais e israelenses.

A informação sobre o suposto complô surge em meio ao aumento de tensão entre Irã e Israel, que vem indicando sua intenção de lançar um ataque contra as instalações iranianas pela suspeita de que o país persa trabalha para desenvolver armas atômicas com seu programa nuclear.

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Em fevereiro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Irã e o grupo libanês Hezbollah pela explosão de um carro da embaixada na Índia e um atentado similar, porém frustrado, na Geórgia. Na época, Netanyahu disse que Israel havia frustrado ações semelhantes no Azerbaijão e na Tailândia recentemente. O Irã negou a acusação.

As declarações do Ministério de Segurança Nacional azerbaijano sobre o envolvimento iraniano na suposta conspiração são feitas dois dias depois de o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, ter dito ao ministro de Defesa Safar Abiyev estar confiante de que seu país não permitiria que forças inimigas de ataque passassem pelo território iraniano.

Antes, após encontro com seu colega iraniano Ahmad Vahidi, Abiyev afirmou que o Azerbaijão não agirá contra o "grande Irã" ou permitirá um ataque usando seu território. O Irã vem expressando preocupações sobre uma suposta atividade de inteligência no Estado rico em petróleo do Cáucaso.

Em 29 de fevereiro, Israel assinou um acordo de US$ 1,6 bilhão de venda de aviões não tripulados e sistemas antiaéreo e de defesa ao Azerbaijão, levando a tecnologia israelense para a fronteira de seu arqui-inimigo. Em reação, o Irã convocou o enviado do país pedindo esclarecimentos sobre o negócio.

Na segunda-feira, Abiyev defendeu o acordo indiretamente. "O Azerbaijão deve melhorar seu Exército e, para esse propósito, é obrigado a comprar armas e equipamentos", disse.

*Com AP

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