Azeite de oliva pode ajudar a reduzir apetite

Redação central, 7 out (EFE).- A inclusão de azeite de oliva na alimentação ajuda o organismo a manter a sensação de satisfação e a prolongar o tempo entre as refeições, segundo estudo publicado hoje pela revista Cell Metabolism.

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O azeite de oliva e outros óleos não saturados - considerados saudáveis - contêm grande quantidade de um tipo de gordura chamada ácido oléico.

A pesquisa, realizada por um grupo de cientistas de diferentes partes do mundo, revelou que nos ratos, o ácido oléico que chega ao intestino delgado entra nas células que o revestem - por meio de um transportador chamado CD36 - e lá se transforma no lipídio OEA (oleiletanolamida).

Estudos prévios, também em ratos, tinham mostrado que o OEA contribui para reduzir a fome, já que seu consumo reduz a freqüência das refeições e, assim, o peso e os níveis de colesterol e triglicerídios no sangue dos animais.

A partir do intestino delgado, o OEA viaja pelas células nervosas até o cérebro, onde informa que o suficiente já foi ingerido e que é preciso parar de comer.

Daniele Piomelli, professor de farmacologia na Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e diretor do estudo, explica que se trata de um dos muitos sistemas do corpo para controlar a ingestão, e que uma dieta inadequada pode acabar com ele.

Uma alimentação, por exemplo, rica em gorduras saturadas, onde o ácido oléico quase não está presente. As gorduras saturadas são aquelas que são sólidas a temperatura ambiente, como a manteiga e a banha, e que a indústria alimentícia costuma usar em seus produtos.

Assim, o descobrimento do papel do ácido oléico no controle da fome abre a possibilidade de que o fato de algumas pessoas comerem demais possa estar em alguma alteração desse mecanismo.

Segundo os cientistas, seria possível desenvolver estratégias tanto nutricionais como farmacológicas para reforçar esse dispositivo de controle do apetite em casos de obesidade ou outro tipo de desordem alimentícia.

O descobrimento, segundo Piomelli, permitirá criar uma nova classe de medicamentos que aproveitem os mecanismos naturais do organismo para controlar o apetite.

Participaram do estudo pesquisadores das universidades da Califórnia; Yeshiva, em Nova York; e de Roma, na Itália. EFE amc/rb/jp

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