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Avó queniana de Obama diz que ele será um grande presidente dos EUA

Paloma Almoguera. Kogelo (Quênia), 5 nov (EFE).- A queniana Sarah Obama, avó do presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama, disse hoje na remota aldeia de Kogelo, às margens do lago Vitória, que seu neto será um grande presidente, enquanto todo o Quênia comemorava a vitória do democrata nas eleições realizadas na última terça.

EFE |

Junto com um grupo de familiares, Sarah Obama - conhecida como "Mama Sarah" -, que foi a terceira mulher do avô do presidente eleito dos EUA, abriu as portas de sua casa e recebeu a imprensa para falar sobre sua alegria no quintal de sua modesta casa de adobes.

"Continuaremos sendo uma família normal", disseram aos jornalistas Auma e Sayid, também descendentes do avô queniano de Obama, enquanto acompanhavam "Mama Sarah", vestida com um turbante e um vestido de canga em tons amarelos, verdes e brancos.

Os três responderam durante meia hora às perguntas dos jornalistas, enquanto ofereciam o guisado preparado com um touro sacrificado durante a madrugada para comemorar a vitória de Barack Obama, com a qual se sentiam eufóricos.

"Meu primeiro conselho é para que trabalhe duro, que se esforce e que lute pela paz mundial", declarou "Mama Sarah", que se mostrou convencida de que Barack será um "grande presidente".

Por sua parte, Auma, neta do avô de Obama e de sua primeira mulher, afirmou que Barack "é um irmão fantástico", embora tenha admitido que ainda não tinha falado com ele para lhe enviar parabéns.

Malik, o irmão mais velho, foi o primeiro a receber a imprensa para oferecer aos jornalistas a carne do touro que tinham sacrificado para compartilhar com os vizinhos e visitas, "como símbolo de nossas origens luo - o maior grupo étnico do Quênia -" e em homenagem ao presidente eleito dos EUA.

"Nossas vidas já são melhores" após a eleição de Obama, declarou Malik, que agradeceu aos americanos "por terem sabido reconhecer quem é Barack".

Efetivamente, para Sarah Obama as coisas estão mudando e hoje mesmo começou a instalação da luz elétrica em sua humilde casa, que será a primeira a contar com este serviço em Kogelo, uma aldeia de 7 mil habitantes até agora abandonada.

Porém, agora as autoridades se deram conta da popularidade e da presumível "influência" de Kogelo junto ao futuro morador da Casa Branca. Assim, começaram as obras para transformar em estrada o poeirento caminho de terra que une o povoado a Kisumu, a cidade mais próxima.

Além disso, já foram construídos um centro médico, uma delegacia e um colégio em Kogelo, que como muitos outros povoados quenianos é um conjunto de casas pobres, com ruas de terra poeirentas em meio à folhagem que cerca o Lago Vitória.

Assim como a família de Obama, os habitantes de Kogelo não esperaram o anúncio dos resultados definitivos e, desde a madrugada, quando a apuração já indicava sua vitória, foram às ruas para comemorarem a vitória daquele que chamaram de "o candidato da África", que será o primeiro presidente negro dos EUA.

No resto do Quênia as cenas de alegria eram generalizadas e, em Kibera, o maior subúrbio de Nairóbi e principal exemplo de pobreza e miséria do país, centenas de simpatizantes de Obama celebraram com cartazes nos quais expressavam sua esperança para uma "grande mudança para a África", informam as emissoras de TV locais.

O país africano sente-se eufórico com o novo presidente dos EUA, de quem se espera que ajude em seu desenvolvimento e progresso, mas Auma, realista e conhecedora das expectativas de seu povo, declarou: "Obama terá que governar para os americanos, é isto que devemos entender".

De toda forma, além do ambiente festivo e do interesse da mídia em volta da família de Barack Obama no Quênia, o presidente do país, Mwai Kibaki, anunciou que amanhã será feriado nacional para comemorar o resultado das eleições americanas. EFE pa/ev/fal

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