Avó envia bonecos para encorajar militares americanos

CAYCE, Carolina do Sul - Uma avó se tornou a sensação entre os estressados militares americanos em todo o mundo ao enviar-lhes presentes incomuns: bonecos de pano de olhos imensos.

AP |

Não que soldados, marinheiros e aeronautas durmam abraçados a esses mimos feitos à mão. Os bonecos de Carol Davis conhecidos como "Dang-it-Dolls" foram feitos para aliviar a saudade de casa e as frustrações dos soldados, como uma válvula de escape.

"As pernas têm uma forma perfeita para serem agarradas", disse a Sargento da Força Aérea Rachel Staub em um email no qual relembrou seus dias de saudade de casa quando estava alocada nos Emirados Árabes Unidos. "Voltou comigo para os Estados Unidos sem um olho e com costuras com a costura soltando e parte do enchimento saindo de tanto que descontei nele".

O boneco "foi usado para brincar e me fazer esquecer da saudade de casa", disse Staub, de Melbourne, Flórida. "Trouxe um sorriso aos nossos rostos!"

Quase 17.000 bonecos foram enviados para todo o mundo nos quatro anos desde que Davis fez o primeiro e enviou como uma brincadeira a seu neto, que estava na Força Aérea em Aviano, Itália.

"Eu achei que elevaria o espírito do meu neto, que ele diria algo como 'Por que você me mandou um boneco?'", disse Davis. "Mas depois que lhe mandei um recebi uma mensagem: 'Você pode, mandar mais?'"

O neto de Davis, o piloto sênior de 26 anos Thomas Hagmaier, estima que tenha dado entre 1.000 e 1.500 dos bonecos ele mesmo.

"Todo mundo ao meu redor quer um", ele disse numa entrevista ao telefone de sua base em Little Rock, Arkansas. "E eu digo, mesmo se eles destruírem um, é para isso que servem. Posso dar outro."

Os bonecos são criados durante reuniões de esposas de militares, estudantes universitários, e amigos que se reúnem na garagem de Davis nesta pequena cidade no subúrbio de Columbia.

Cada boneco é criado de acordo com a pessoa que o faz. Padrões são cortados de tecidos que variam entre xadrez e pelúcia. Linhas são geralmente colocadas no topo da cabeça e sorrisos e línguas de fora nascem de tinta para tecidos.

Poucos são feitos nos parâmetros de cor e vestimenta militares. Davis mostra imagens em um álbum que retrata uma unidade feita de tecido de camuflagem que se tornou seu mascote.

Davis criou um grupo sem fins lucrativos para absorver os custos, com o envio sendo o maior gasto. A maioria dos suprimentos são doados, ela disse.

"Quando você participa de um workshop para ajudar, tem que trazer uma caixa de enchimento" ela disse. "Nós te alimentamos, mas você tem que trazer o enchimento".

Davis enviou bonecos para tropas na Itália, Oriente Médio e Ásia. Centenas foram enviados ao Afeganistão no último ano para apoiar uma unidade da Guarda Nacional da Carolina do Sul alocada na capital do país para treinar membros da polícia local.

Ela disse que espera que os bonecos sejam usados para conter o estresse do alocamento distante para os soldados.

"Nós sabemos que essa transição é difícil", disse Davis, segurando um dos bonecos. "E se esses carinhas conseguem fazê-los sorrir, isso já é uma conquista".

O sargento do exército James Borchardt disse que quando a tensão aumenta em seu centro de operações táticas no Iraque, ele pega o boneco pelas pernas e bate nele.

"Me faz rir mais do que qualquer outra coisa", ele disse em um email. "Eu dei um para quase todos em minha unidade".

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