Aviões da FAB podem retirar brasileiros do Chile, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta segunda-feira, que o Brasil poderá enviar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar os turistas brasileiros que não conseguem sair do Chile por limitações no aeroporto de Santiago após o terremoto que atingiu o país no último sábado. De acordo com o presidente, a medida será tomada apenas se for necessário.

BBC Brasil |

"A pista do aeroporto de Santiago está em perfeito estado. O problema não é esse, mas o prédio atingido. Mas quero dizer aos brasileiros que nossa embaixada está atenta e que, se for necessário, encontraremos uma forma de buscar os brasileiros aqui, com aviões da Força Aérea", disse o presidente.

As declarações foram feitas após a chegada de Lula a Santiago, onde se encontrou com a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

Em uma coletiva de imprensa após o encontro, Lula reforçou seu compromisso de ajudar as vítimas do terremoto. Ele anunciou que a Marinha brasileira enviará um hospital de campana que deverá chegar na quarta-feira ao Chile. Além disso, o governo brasileiro deve ainda enviar máquinas de hemodiálise para atender aos doentes.

De acordo com o presidente, equipes de bombeiros e de resgate chegarão ao país nas próximas horas.

Lula disse que ainda não teve conhecimento da morte de nenhum brasileiro no terremoto de 8,8 graus que atingiu o Chile.

'Bom governo'
Lula desembarcou em Santiago após participar, em Montevidéu, no Uruguai, da posse do novo presidente, José 'Pepe' Mujica.

"Eu estava na posse do companheiro Pepe Mujica e liguei para a presidente Michelle Bachelet. E decidi vir logo dar a minha solidariedade e condolências às famílias das vitimas", afirmou.

Inicialmente, a previsão era de que Lula se encontraria com Bachelet somente no dia 11 de março na posse do presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera.

O presidente brasileiro disse que o Brasil "fará todo o necessário para que o Chile sofra o menos possível".

Segundo Lula, após o "bom governo" feito por Bachelet, ela e as vítimas "não mereciam esta catástrofe" no fim de seu mandato.

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