Um avião de passageiros seqüestrado logo após decolar de Nyala, na região de Darfur, oeste do Sudão, aterrissou na cidade líbia de Kufra, uma região desértica remota perto da fronteira entre a Líbia, o Sudão e o Chade.

Fontes da aviação civil dizem que a aterrissagem foi autorizada porque o combustível da aeronave sudanesa, que tem 95 pessoas a bordo, estava acabando, de acordo com o correspondente da BBC na capital líbia, Tripolí, Rana Jawad.

Há informação de que os seqüestradores querem levar o avião para a França. A empresa privada proprietária do Boeing 737, Sun Air, disse que o avião, que seguia para a capital sudanesa, Cartum, foi desviado de curso 16 minutos após a decolagem.

Primeiramente, a aeronave tentou pousar na capital do Egito, Cairo, mas não recebeu permissão para aterrissar, segundo informações da rede de TV Al-Jazeera.

Rebeldes
Um grupo de representantes da Autoridade de Aviação Civil da Líbia teria viajado a Kufra.

As autoridades sudanesas afirmaram que três integrantes de um antigo grupo rebelde de Darfur, uma facção do Movimento de Libertação do Sudão, estavam a bordo.

Esse grupo, liderado por Minni Arkou Minnawi, foi o único a assinar um acordo de paz com o governo sudanês em 2006.

Um porta-voz de Minnawi disse que os três membros do grupo não tiveram envolvimento no seqüestro do avião.

A região de Darfur vive em conflito desde 2003. Calcula-se que nesse período 300 mil pessoas tenham morrido e mais de 2 milhões tenham sido obrigadas a deixar suas casas.

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