O avião que caiu na sexta-feira perto da cidade de Buffalo, Nova York, causando 50 mortes, estava no piloto automático quando começou a cair, em violaçao às recomendações de segurança aérea dos Estados Unidos, afirmou um investigador neste domingo.

Steven Chealander, funcionário da Agência Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) disse que uma análise preliminar da informação de vôo e das gravações de voz da cabine de comando revelam que o avião estava voando com piloto automático durante sua aproximação do aeroporto internacional de Niágara, em Buffalo.


Avião atingiu casa em Buffalo, no Estado de Nova York / AP


Chealander acrescentou que o sistema de descongelamento do avião foi ativado 11 minutos depois da decolagem de Newark, Nova Jersey, e permaneceu acionado durante todo o vôo.

A NTSB recomienda que "em condições de formação de gelo pode ser melhor desconectar o piloto automático e voar de forma manual para perceber as mudanças que possam estar contecendo no vôo".

Os investigadores prosseguiram neste fim de semana com os trabalhos entre os destroços do avião em busca de indícios que permitam explicar o acidente.

Equipes forenses também foram mobilizadas para retirar dos escombros os corpos das vítimas do vôo 3407 da Continental Airlines, indicaram as autoridades locais.

Na zona do desastre os bombeiros e os funcionários da NTSB, o organismo federal a cargo da investigação, prosseguem o trabalho. Os especialistas devem em particular identificar e recuperar peças da aeronave para análise.

As duas caixas-pretas do avião já revelaram que existia um acúmulo de gelo nas asas do avião pouco antes do pouso. O FBI descartou qualquer possibilidade de motivação criminal.

O Bombardier Dash 8-Q400 da Continental Airlines com destino a Buffalo havia decolado do aeroporto nova-iorquino de Newark e caiu na noite de quinta-feira no bairro de Clarence Center.

Entre as vítimas estavam Beverly Eckert, viúva de uma vítima dos atentados de 11 de setembro de 2001, e Alison Des Forges, expecialista internacional sobre o genocídio de 1994 em Ruanda, que trabalhou durante quase duas décadas para a Human Rights Watch.

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