Avião do Iêmen cai em Comores com 153 a bordo; criança sobrevive

MORONI (Reuters) - Um Airbus A310-300 do Iêmen com 153 pessoas a bordo, incluindo 66 franceses, caiu no mar quando se aproximava do arquipélago de Comores, no Oceano Índico, em meio ao mau tempo nas primeiras horas de terça-feira, disseram autoridades. Uma criança de 5 anos foi resgatada viva do mar. Um médico do hospital militar a bordo de um dos botes de resgate telefonou ao hospital Mitsamiouli para dizer a eles que uma criança foi resgatada com vida, disse à Reuters Halidi Ahmed Abdou, um médico do centro médico por sobreviventes.

Reuters |

Hadji Madi Ali, diretor do aeroporto internacional em Morini, disse à rádio nacional que a criança tem 5 anos. Ele disse que cinco corpos também foram encontrados.

A autoridade aeroportuária de Paris disse que 66 franceses estavam a bordo do avião, que percorria o trecho final de um voo que levava passageiros de Paris e Marseille para Comores, via Iêmen. Um grande número de iemenitas também estava a bordo.

Dois aviões militares e um navio franceses deixaram as ilhas de Reunião e Mayotte, no oceano Índico, para ajudar nas buscas.

"Os aviões viram destroços no suposto ponto de impacto", disse Ibrahim Kassim, uma autoridade do organismo regional de segurança aérea ASECNA, à Reuters.

Este é o segundo Airbus a cair no mar no último mês, após o acidente com o Airbus A330-200 que voava do Rio de Janeiro a Paris quando se acidentou no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo em 31 de maio. Um relatório preliminar sobre esse acidente deve ser divulgado na quinta-feira.

O trecho Paris-Marseille-Iêmen do voo da Yemenia foi percorrido em um Airbus A330. Em Sanaa, os passageiros que se destinavam a Comores trocaram de aeronave, embarcando no A310 que acabou caindo.

O ministro dos Transportes da França, Dominique Bossereau, disse que falhas haviam sido detectadas durante inspeções na França no A310 da Yemenia e que a aeronave não havia retornado ao país europeu desde então.

"O A310 em questão foi inspecionado em 2007 pela DGAC (autoridade de transporte francesa) e eles notaram um certo número de falhas", disse ele ao canal de TV I-tele.

"A companhia não estava na lista negra, mas estava sujeita a checagens mais rigorosas de nossa parte, e estava prestes a ser entrevistada brevemente pelo comitê de segurança da União Europeia."

(Reportagem de Ahmed Ali Amir)

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