Zelaya diz que avião foi ameaçado pela Força Aérea" / Zelaya diz que avião foi ameaçado pela Força Aérea" /

Avião de Zelaya pousa na Nicarágua

O avião que transportava o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pousou na noite deste domingo em Manágua, capital da Nicarágua, após ser impedido de descer em Tegucigalpa, em Honduras, pelos militares, informou a rede de tevê Telesur. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/07/05/zelaya+fomos+ameacados+pela+forca+aerea+7135914.htmlZelaya diz que avião foi ameaçado pela Força Aérea

Redação com agências internacionais |

O Exército de Honduras colocou veículos sobre a pista de pouso do aeroporto internacional do país quando o avião se preparava para pousar. No local, manifestantes e militares entraram em confronto e duas pessoas morreram, de acordo com a polícia.

AP
Manifestante é morto em confronto
Manifestante é morto em confronto

Ainda no avião, Zelaya pediu ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas hondurenhas, Romeo Vásquez, para que "retenha as tropas" que, segundo a "Telesur", estão reprimindo os manifestantes.

Em declarações a esse canal de TV no avião, Zelaya afirmou que vai "sem armas e pacificamente para dialogar" e pediu ao general Vásquez que "retenha o massacre", após ser informado pela cadeia sobre tiros e mortos em Tegucigalpa.

"O povo está nas ruas. Contenha essas tropas, general, detenha esse massacre", afirmou o presidente deposto há uma semana pelos militares.

O líder destituído partiu de Washington a bordo de um avião com destino a Honduras, no qual viaja também o presidente da Assembleia Geral da ONU, o ex-chanceler nicaraguense Miguel D'Escoto.

O avião de Zelaya, de bandeira venezuelana, decolou do aeroporto Dulles de Washington logo após às 19h00 GMT (16h00).

AP
Simpatizantes de Zelaya protestam em Honduras
Simpatizantes de Zelaya protestam

Neste domingo, o aeroporto da capital hondurenha foi ocupado por tropas e veículos blindados, para impedir a aproximação de milhares de manifestantes pró Zelaya.

No sábado, Zelaya anunciou em Washington sua intenção de regressar neste domingo a Tegucigalpa, apesar de alguns países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) terem recomendado o adiamento da viagem por motivos de segurança.

Declaração

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou no sábado que iria regressar ao país neste domingo, mesmo diante da ameaça de que seja preso ao fazê-lo. O governo interino hondurenho, instaurado após a deposição de Zelaya no domingo passado, diz que o presidente afastado cometeu 18 delitos, entre eles traição à pátria.

Em uma entrevista à BBC, a vice-chanceler hondurenha, Martha Lorena de Casco, afirmou que, se o líder afastado regressar, "nós estaremos em uma situação muito ruim, porque ele será preso imediatamente".

O líder deposto usou termos fortes para se referir aos representantes do governo interino, chamando-os de "Judas, que me beijaram no rosto, para, em seguida, realizar um forte golpe contra nosso país e nossa democracia".

Igreja Católica

No sábado, o cardeal Óscar Rodriguez, líder da Igreja Católica hondurenha, havia pedido, em um pronunciamento feito à TV do país, que o presidente afastado não regressasse a Honduras, uma vez que isso poderia causar um "banho de sangue".

Na sexta-feira à noite, o governo interino de Honduras anunciou sua retirada da OEA, se antecipando à provável suspensão do país da entidade.

Ainda na sexta, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, foi a Tegucigalpa, para tentar negociar um fim ao impasse político no país.

AP

Secretário-geral da OEA, Jose Miguel Insulza, fala em coletiva de imprensa,
em assembleia da organização



Mas os representantes da Suprema Corte, da classe política e do clero com quem Insulza se reuniu teriam se mostrado irredutíveis em relação à condição sine qua non manifestada pelo líder da OEA, de que Zelaya possa voltar ao país.

Os líderes da organização procuraram adotar um tom sereno, elogiando o trabalho da polícia, que autorizou a manifestação, e enfatizando o caráter pacífico da organização. Eles só se mostraram menos contidos ao dar uma estimativa sobre o número de presentes ao evento. Do alto de um carro de som, um dos organizadores disse que a passeata reuniu 400 mil pessoas, o que representaria mais da metade da população de Tegucigalpa.

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